“Por favor, me ajudem a encontrar meu carro”. diz acupunturista que teve Uno furtado nesta quinta (25) no Guará-DF

Ela precisa de veículo para trabalhar no dia a dia em seu projeto para atender pessoas carentes

Quem ainda pensa que o Guará é um paraíso está redondamente enganado. Surpresas desagradáveis podem ocorrer por aqui, como aconteceu com Cristiane Félix, que teve seu Uno 1997, de cor branca, placa LBT 6573- RJ, furtado em frente à sua casa na QE 40 hoje de madrugada (25) ao sair para o trabalho, quando deu pela falta do veículo. Ela está desesperada, pois precisa do carro para prestar serviço social como faz todos os dias.  Acupunturista, Cristiane utiliza seu Uno, durante as folgas do trabalho, para ir de casa em casa para ajudar pessoas carentes que não podem pagar por tratamentos especializados, cobrando pelos seus serviços bem abaixo do que estabelece a tabela de honorários da categoria.

Cristiane chegou recentemente do Rio de Janeiro, para residir em Brasília, onde mora há um ano e três meses e faz esse trabalho beneficente, percorrendo várias localidades do DF, muitas delas de difícil acesso. Ela apela às redes sociais, à polícia ou a quem puder ajudar a encontrar seu carro, já que sem ele fica impossível de prestar seus serviços a quem necessita.

Na casa da profissional, os documentos usados para atender clientes estão na mesa: “Não tenho como trabalhar sem o carro”, diz

Cristiane é voluntária do Projeto Acupuntura Solidária, por meio do qual presta assistência a pacientes que não têm condições de pagar uma consulta cheia. “Hoje mesmo eu teria que atender 11 pessoas em diferentes cidades. Ao sair de casa às 7h30, como faço todos os dias, tive essa desagradável surpresa. Sem o carro, meu trabalho e minha vida ficam totalmente transtornados”, desabafa.

 

Além de voluntária nesse trabalho social, Cristiane divide seu tempo entre casa, filhos, faculdade e o trabalho de Acupunturista em um hospital do DF.

DF: Paraíso dos ladrões

O que aconteceu com Cristiane não chega a ser tão lugar comum no Guará, mas se olharmos o contexto do DF, a opinião muda. Um dos grandes desafios de quem tem carro é proteger o patrimônio, principalmente nas cidades com maior número de roubo de veículos. E as estatísticas divulgadas somente expõem essa realidade. No Brasil, um automóvel é roubado ou furtado a cada minuto, segundo informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. No total, entre 2015 e 2016, o país somou mais de 1 milhão de casos e, em algumas regiões, os dados são mais alarmantes.

Conforme o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Brasília registrou cerca de 12 mil veículos roubados ou furtados em 2016., o que a coloca em um patamar tristemente assustador: 3ª colocada entre as sete cidades onde mais ocorrem roubos de veículos, só superada por Rio (2ª) e São Paulo (1ª). Por outro lado, um dado mais preocupante vem à tona quando é avaliado o Distrito Federal. Segundo publicação de uma mídia local, com dados da Secretaria de Segurança Pública, a maioria dos casos é praticada por menores de idade. Isso representa 56% dos furtos e 69% dos casos de roubo — esse último, caracterizado pelo uso da violência.

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