Após 15 dias de paralisação, governo retoma as derrubadas no Parque do Guará

Nem mesmo as fortes chuvas e uma liminar concedida pela Justiça a um grupo de chacareiros que ocupa terrenos no Parque do Guará foram empecilhos para a continuidade dos trabalhos de derrubadas comandados pela Agência de Fiscalização do Distrito Federal  (Agefis) dentro do Ezechias Heringer.

Na manhã da última quinta-feira uma ação envolvendo um aparato de 170 homens, dos quais 60 eram policiais militares, pelo menos três tratores e uma dezena de caminhões e carros de apoio derrubou mais cinco casas de alvenaria dentro da chácara de número 38, na Área 28, no Guará II. O local era uma das chácaras que não estavam incluídas na liminar concedida pela Justiça. Na prática, essa liminar seria para chacareiros que ainda não foram indenizados em dinheiro ou com terrenos.

De acordo com a Agefis, restirada de construções irregulares vai continuar

Desde que a polêmica ocupação do parque por chacareiros começou a ser discutida, há quase 20 anos, um grupo desses chacareiros teriam sido indenizados com a construção do Metrô, outra parte ainda estaria lutando pelos seus supostos direitos.

À reportagem, uma das responsáveis pela operação da quinta-feira (9), a gerente da Área Metropolitana da  Secretaria de Estado da Ordem Pública e Social (Sops), Cristiane Caldeira a operação para retirada dos moradores irregulares do Parque Ezechias Heringer vai continuar e não tem data para terminar. “Enquanto tiver construções irregulares, o governo vai agir”, comentou Cristiane.

De acordo com levantamento feito pelo governo, até agora pelo menos 70 mil metros quadrados de área do parque já foram desobstruídas. Ao todo, de acordo com levantamento feito pela Administração Regional do Guará, antes da operação havia mais de 300 construções irregulares dentro do Parque Ezechias Heringer. Ainda segundo a assessoria da administração, uma nova derrubada está programada para os próximos dias, também na  Área 28 A. Mas o Executivo local não revelou quais as construções serão removidas para não atrapalhar os trabalhos da Agefis.

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