Atividade econômica no DF cresce 1,1% no primeiro trimestre

A atividade econômica no Distrito Federal cresceu 1,1% nos três primeiros meses em comparação ao mesmo período de 2017, segundo o Índice de Desempenho Econômico do Distrito Federal (Idecon-DF).

O comportamento do início de 2018 repete o do fim do ano passado, quando a taxa reagiu depois de 11 trimestres consecutivos de resultados negativos.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (19) pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), na sede da empresa pública.

Segundo o levantamento, contribuíram para esse índice o setor de serviços — com desempenho positivo de 1,3% — e as variações negativas da indústria (-1,8%) e da agropecuária (-2,3%).

A parcial confirma um processo de recuperação da economia brasiliense, embora mais lento que o observado em âmbito nacional.

No setor de serviços, as atividades econômicas que tiveram variação positiva (na comparação dos primeiros trimestres de 2018 e 2017), segundo o Idecon-DF, foram:

  • administração, saúde e educação públicas (+1,9%)
  • atividades financeiras, seguros e previdência complementar (+0,1%)
  • outros serviços (+1,7%)

Já as variações negativas ocorreram em serviços de informação (-0,9%) e comércio (-0,2%).

De acordo com o Idecon-DF, também colaboraram com a retomada do crescimento econômico local as reduções da taxa básica de juros (de 7,5% ao ano para 6,5% ao ano, em março) e da inflação.

Veja a íntegra do Idecon-DF do primeiro trimestre de 2018.

Inflação em Brasília fechou março em 3,13%

inflação no Distrito Federal, acumulada em 12 meses, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), encerrou março de 2018 em 3,13% — inferior aos 4,51% acumulados de abril de 2016 a março de 2017.

O IPCA nacional, por sua vez, computou taxas de 2,68% e 4,57% nos mesmos períodos.

De acordo com a Codeplan, o Idecon-DF passou a apresentar variações positivas a partir do quarto trimestre de 2017, diferentemente do PIB nacional — medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) —, que voltou a crescer no segundo trimestre do ano passado.

O descompasso dos ritmos se justifica, segundo a companhia, em razão do perfil produtivo local, no qual o comportamento do setor de serviços determina a dinâmica da atividade econômica, com94,3%.

Para o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas, da Codeplan, Bruno Cruz, a recente greve dos caminhoneiros pode causar impacto ou mesmo interromper o recente histórico de crescimento econômico local.

“O DF não é uma ilha isolada. Não é pessimismo imaginar um possível reflexo negativo. Essa recente interrupção do abastecimento, sentida no território nacional, deve repercutir em todas as unidades da Federação”, avaliou Cruz.

Variações negativas na atividade econômica do DF

indústria, com peso de 5,4% na estrutura produtiva brasiliense, registrou contração de 1,8% no primeiro trimestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano anterior. No restante do País, o IBGE computou alta de 1,6% para o setor.

Com 1,4% da estrutura econômica local, a indústria de transformação retraiu 0,1% de janeiro a março de 2018. A construção, responsável por 2,9% da economia local e 54,9% do setor industrial, contraiu 1,3% nos primeiros três meses do ano em relação aos mesmos meses de 2017. No Brasil, a atividade recuou 2,2%.

setor agropecuário no DF exerce pequeno impacto no desempenho total, já que responde por 0,3% da estrutura produtiva. De janeiro a março de 2018, o setor decresceu 2,3% frente ao mesmo período de 2017. O IBGE apontou queda de 2,6% no desempenho nacional.

Idecon mede desempenho desde 2012

A primeira edição do Idecon-DF, calculado pela Codeplan, ocorreu em 2012. O índice, de natureza conjuntural e periodicidade trimestral, oferece dados que permitem compreender melhor a realidade econômica local.

 

(Fonte: Agência Brasília/ Foto: Pedro Ventura-Agência Brasília)

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