Atropelamento de estudante em frente ao Rogacionista leva colégio a pedir mais sinalização

O atropelamento de um aluno do 6º ano do Colégio Rogacionista em plena faixa de pedestre ocorrido ontem (4 de setembro), na saída do turno da manhã, levou a direção do estabelecimento de ensino a reivindicar melhor sinalização. A escola, situada na QE 38 do Guará II, já apresenta a faixa de pedestre, que fica em frente à entrada da instituição, bastante apagada. A ausência também de um semáforo também é apontada como fator de risco, pois o tráfego nas horas de pico é bem intenso, já que a faixa de pedestre é utilizada também por alunos do  Colégio Objetivo,  ao lado do Rogá, como é mais conhecido.

‘Guerra’ para atravessar

Flávia Pereira, que é mãe de um aluno de 12 anos, matriculado no 7º ano do Rogá, ouvida pela reportagem do GuaráHOJE, reclamou da falta de sinalização tanto vertical quanto horizontal e até mesmo de um semáforo, devido ao grande fluxo de veículos nos horários de entrada e saída alunos, pais e trabalhadores dos dois colégios. “É uma verdadeira ‘guerra’ a travessia em horários de pico por aqui e é urgente que se coloque policiamento nas cercanias da escola”, aponta Flávia.

A única faixa de pedestre nas proximidades do Colégio Rogacionista e do Objetivo está apagada, aumentado o risco de atropelamentos

A vice-diretora do Rogacionista, Rosemary Barreto, contou que o aluno atravessou a faixa pedalando a bicicleta após uma idosa ter atravessado. O ciclista pensou que daria tempo, mas um dos carros arrancou e pegou a roda traseira da bike, derrubando o garoto, que sofreu escoriações leves. Segundo a diretora o estudante foi socorrido com o auxílio de funcionários da escola que ficaram aguardando a chegada da ambulância do Corpo de Bombeiros, que o encaminhou ao Hospital de Base, tendo sido liberado após medicado.

A vice-diretora do Colégio Rogacionista pede melhorias na sinalização vertical e horizontal em frente às escolas

Rosemary diz que foi o único caso registrado este ano de atropelamento em frente à escola, mas o local, segundo ela, é muito perigoso. “Só não ocorreram mais casos graças ao zelo que nós temos com a saída e entrada dos alunos. São cerca de mil alunos das 23 turmas existentes, pela manhã, e 280 que estudam nas nove turmas vespertinas”, explica.

Apesar dos cuidados da direção da escola Rogacionista, a vice-diretora reclama da falta de policiamento, que, de acordo com ela, havia em anos passados. “Aqui se ressente de um semáforo, sem contar a revitalização da faixa de pedestre que já está bem apagada, comprometendo a visibilidade de motoristas”. Acrescenta que o fato de alguns condutores fazerem manobras pela contramão na área de estacionamento para pegar o retorno que fica próximo constitui mais um risco de acidentes.

A reportagem tentou ouvir a direção do vizinho Colégio Objetivo cujos estudantes também utilizam a faixa de pedestre que fica defronte do Rogacionista, mas não foi possível porque ninguém da direção estava presente na hora em que a equipe esteve no estabelecimento. A secretária informou que todos estavam participando de um programa educacional fora do colégio.

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