Barulho produzido por bar na QI 33 do Guará incomoda moradores

Por Álvaro Pereira  – Moradores do conjunto A da QE 21, que fica em frente ao Bar e Restaurante Arena 33, localizado no Centro Comercial Pedro Teixeira na QI 33, Bloco A, loja 4, no Guará II reclamam do barulho proveniente, segundo eles, desse estabelecimento comercial. A vizinhança reclama que a casa utiliza música ao vivo em volume altíssimo, principalmente às quintas-feiras, quando grupos do gênero sertanejo se apresentam no local, das 21h às 23h, e sábados é a vez de conjuntos de pagode, quando o som vai das 16h às 21h. Nos demais dias da semana, de acordo com a comunidade, o som alto corre por conta de partidas de futebol exibidas pela TV, ocasião em que o bar também lota devido à atração dos jogos, o que, segundo relatos, perturba o silêncio.

A reportagem do Jornal GuaráHOJE/Cidades ouviu alguns moradores do conjunto A da QE 21. Um deles, que preferiu o anonimato, e que lidera um abaixo assinado, e que tão logo recolha as assinaturas, disse que irá entregar o documento à Administração Regional do Guará para as devidas providências. A líder do movimento informou que tomou essa iniciativa orientada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Outro morador do mesmo conjunto, ouvido pela reportagem, que também preferiu não se identificar e que assinou o abaixo assinado, apenas dizendo se tratar de um aposentado, fez coro às reclamações. “De uns três meses e meio pra cá o conjunto, que era um sossego, virou um inferno. Sábado, à tarde, e, à noite, não se pode assistir à TV”, queixa-se.
Outra moradora do conjunto, que também não revelou o nome, diz que está pensando em até mudar-se da quadra, por conta do barulho. Inquirida se havia assinado o abaixo assinado, respondeu negativamente, mas que vai assinar assim que a lista for apresentada a ela.

Moradores do Conjunto A da QE 21 estão entre os mais prejudicados pelo barulho

A reportagem procurou o dono do Arena 33 por duas vezes, uma na quinta-feira (20), logo após os moradores terem sido ouvidos, mas ele não estava no momento. Um funcionário do bar se limitou, na ocasião, dizer que o proprietário se chamava Tiago e que não tinha o telefone celular dele. Na segunda vez, uma quarta-feira (dia 26) o mesmo funcionário disse que o patrão não estava e que não sabia o número do telefone, acrescentando que o bar tinha autorização para utilizar música ao vivo. A equipe chegou a deixar um exemplar do jornal onde estão os contatos da redação. Mas ninguém do bar procurou a reportagem.

Antes, no sábado (22), a reportagem foi conferir a altura do som e constatou estar realmente muito alto. No entanto, não sabemos precisar se estaria acima dos 50 decibéis permitido pela legislação em área mista, com predominância residencial para o horário noturno e 55 (horário diurno) conforme estabelece Lei Distrital Nº 4.092, de 30 de janeiro de 2008, regulamentada através do Decreto Nº 33.868, de 22 de agosto de 2012, que pune, inclusive, os infratores.

Síndico e subsíndico desconhecem problema

A reportagem procurou o síndico do Centro Comercial Pedro Teixeira. Charles de Melo disse não ter conhecimento do problema, que nunca havia recebido nenhuma queixa de condôminos ou de qualquer pessoa. “Mesmo porque não passo à noite no prédio nem moro aqui”, justifica-se ele. Também desconhece se a casa tem alvará para funcionar com música ao vivo. Sugeriu, contudo, que se entregasse a ele um documento reclamando por escrito, a fim de que pudesse contatar o dono do bar.

A subsíndica, que é funcionária do escritório de imobiliária onde trabalha Charles, disse também desconhecer qualquer reclamação sobre barulho no prédio proveniente do bar.

Até o fechamento desta matéria, o dono do Arena 33 não havia se manifestado a respeito. Já a Administração do Guará informou que não constam nos arquivos do órgão pedidos de autorização para exploração de som ambiente nos referidos horários. Diante disso, a administração vai acionar a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) para que seja realizada uma fiscalização no local para averiguar a situação. Além disso, em virtude das denúncias sobre poluição sonora na região, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) analisa a possibilidade de ações na região.

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