Brasil está entre os países que mais matam ambientalistas, especialmente por problemas agrários e florestais

Segundo balanço anual da ONG Global Witness, cerca de 164 ativistas ambientais foram mortos no ano passado por defender suas casas, terras e recursos naturais contra projetos de mineração, florestais ou agroindustriais.

De acordo com o relatório, publicado nesta terça-feira (30), outros inúmeros ativistas foram assassinados em todo o mundo por meio de violência, intimidação e uso ou modificação de leis antimanifestação.

O Brasil aparece na lista dos dez mais ranqueados na quarta posição com 20 mortes, superado apenas pelas Filipinas (30), Colômbia (24) e Índia (23).

“É um fenômeno visto em todas as partes do mundo. Os defensores do meio ambiente e da terra, dos quais um número significativo são representantes dos povos indígenas, são considerados terroristas, criminosos ou delinquentes por defenderem seus direitos”, denuncia no informe Vicky Tauli-Corpuz, relatora especial sobre os direitos dos povos indígenas da ONU (Organização das Nações Unidas). E acrescenta: “Esta violência supõe uma crise para os direitos humanos, mas também uma ameaça para todos aqueles que dependem de um clima estável”.

No Brasil, o episódio mais recente dessa violência contra ambientalistas, segundo a ONG, se deu contra oito ativistas envolvidos em disputas com representantes da indústria da soja, que morreram em 2018 no estado do Pará.

Com informações da revista Exame

 

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