Brasil está entre os três países mais violentos do mundo

Se olharmos para anos anteriores, o indicativo é de que a violência já se tornou epidêmica no Brasil. Segundo estudo Darkening Horizons (Horizontes Escuros, em tradução livre), organizado pela ONG Small Arms Survey, divulgado este mês, o País, junto com o México e a Venezuela, foi o responsável pelas maiores taxas de homicídio no mundo.

Segundo o relatório, em 2017 foram registradas em todo o Planeta 589 mil mortes violentas, representando aumento de 4% ante o ano anterior. De acordo ainda com o texto,  a elevação no número de assassinatos foi puxada pelos três países, onde não há guerra declarada.

No Brasil, essa conta é atribuída ao tráfico de drogas, notadamente com reflexo nas comunidades mais pobres. Só em 2017, os assassinatos somaram 65.600. Por aqui o aumento da triste estatística é encabeçado pelos Estados do Norte e Nordeste, regiões que ultimamente vem se tornando a linha de frente do confronto entre facções criminosas.

O levantamento revela que já é dramática a situação no mundo, mas a tendência é de que caso nada seja feito, piore ainda mais. O relatório faz uma projeção dos dados de mortes violentas até 2030 baseado na tendência  atual, caso sejam mantidas as mesmas políticas de segurança vigentes em detrimento da adoção de boas práticas, como controle de armas, valorização da vida e investimentos em apuração e resolução de crimes. A expectativa é de que, neste caso,  em 11 anos alcancemos o número de 660 mil mortes violentas. Se este dado é ruim, o relatório vai mais além e faz uma projeção levando em conta mudanças negativas nas políticas de segurança – como,  por exemplo, flexibilização do acesso às armas 9tema que vem sendo debatido  no Brasil) e aumento dos conflitos armados pelo mundo. Nesse caso negativo porém não improvável. Atingiríamos daqui a 11 anos assombrosos 1,06 milhão de vítimas fatais.

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