Por 14 votos a favor e um contra, Câmara amplia para um ano meio adaptação para lei que proíbe canudinhos

 João Cardoso é o único deputado a votar contra a ampliação do prazo para proibição de canudos e copos plásticos no DF

A Câmara Legislativa ampliou em votação na última quarta (27/3) para um ano e meio o tempo de adaptação das empresas para que se adequarem às resoluções da lei que proíbe os canudinhos e plásticos em todo o DF. Antes, o projeto de lei 148/2019 já dava 90 dias para que as instituições fizessem suas adaptações para cumprirem a lei. Na votação de quarta, 14 deputados concordaram em ampliar para um ano e meio o tempo para as empresas. O único que voltou contra a proposta foi João Cardoso (Avante).

Deputado João Cardoso votou contra ampliação do prazo para adaptação das empresas à proibição dos canudinhos e copos plásticos ( Foto de Rogaciano José)

O deputado argumentou que a poluição plástica é considerada pela ONU o grande desafio do século. Tendo em vista a urgência deste tema, e que dar mais prazo às empresas seria uma carta branca para que elas pudessem continuar poluindo.

“Só tem um detalhe que muitos aqui não observaram: estamos falando de poluição e de degradação ambiental. E isso já tem sido testemunhado e comprovado pelo mundo inteiro (…) Estão dilatando demais a retirada dos descartáveis. Este é um tipo de poluição que a gente não vê, e que é continuada. Acho que 90 dias seria o tempo suficiente para que se consuma todos os materiais dos estoques das indústrias e comércios.”, afirma.

Primeira capital brasileira a banir o uso de canudos plásticos, o Rio de Janeiro estabeleceu 60 dias para que comerciantes se adequassem às novas regras. Em São Roque (SP), a exigência passou a valer 120 dias após a publicação da lei. Na tendência global de combate ao lixo plástico, Sorocaba (SP) recorreu ao prazo de 10 meses para que bares e restaurantes da cidade se adequassem às novas regras. Em São Vicente (MG), por exemplo, o prazo foi de 6 meses.

Na avaliação do deptuado, o Brasil ainda não se comprometeu a banir o plástico. Alguns países que resolveram excluir materiais nocivos, como canudos, copos e sacolas plásticas são: Ruanda, Índia, Bélgica, Costa Rica, França, Grenada, Indonésia, Noruega, Santa Lúcia, Serra Leoa, Nova Zelândia, Chile, Uruguai, Taiwan e a União Européia.

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