CAVE – Corrida contra o tempo para treinos das Olimpíadas e polêmica sobre uso para futebol americano marcam reforma

Embora as Olimpíadas do Rio de Janeiro só comece em agosto, as obras de reforma do estádio do Cave, ainda que se dê como praticamente pronto a colocação do novo gramado, há muito que fazer na praça esportiva, cujo cronograma de obras se prolongue até outubro, quando até lá se espera que a reforma, que inclui ampliação da tribuna de honra, remodelação das arquibancadas com pintura nova e novos vestiários estejam totalmente concluídos. A maior preocupação do próprio governo diz respeito à conclusão da primeira etapa das obras, já que há expectativas para que a nova arena receba treino de seleções renomadas durante as Olimpíadas.

Ao todo, segundo os técnicos, 78 trabalhadores estão envolvidos na reforma do estádio.

Além da preocupação com a data de entrega, discussões sobre o suposto uso da arena para futebol americano também causa polêmica. Em grupos de WhatsApp da cidade, o tema mais comentado na segunda-feira (4/7) foi esse. Mas oficialmente, nem a Administração Regional do Guará ou mesmo a Secretaria de Esporte do DF confirmaram esse tipo de destinação. No entanto, há previsão de que a nova arena seja gerida por uma empresa particular por meio de Parceria Público Privada.

Mesmo sem a confirmação da arena para uso para futebol americano, várias lideranças locais trataram de se posicionar. Ex-atleta e campeão pelo Guará Esporte Clube em 1996, Edi Carlos disse ser contra. “O gramado não suporta, esse tipo de piso não é para esse tipo de atividade, vão acabar com tudo se isso acontecer”, disse.

Já o jornalista Alcir de Souza, do Jornal do Guará deu explicações técnicas sobre o tema. “No futebol, os atletas percorrem todo o campo, já no futebol americano, o esporte delimita uma parte do gramado e ficam sempre pisoteando a mesma área, por isso, a destruição é bem maior”, pondera.

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Sobre a reforma, a arquiteta Ana Rafaela Marques, uma das responsáveis pela supervisão da obra, a cargo da empreiteira Construtec, vencedora da licitação para a reforma do estádio, em entrevista exclusiva ao Blog do Amarildo, disse que a grama implantada foi a Bermudas, que veio de Goiânia, ainda está em fase de acabamento.

Esse tipo de grama é o mesmo do Estádio Nacional Mané Garrincha, a mais apropriada para o caso do Cave que recebe luz direta do sol, e que obedece as recomendações da Fifa. “Esse tipo de grama é um pouco mais caro, mas é indicada para campos que ficam expostos a luz solar”, explicou a arquiteta, acrescentando que o processo é demorado, pois requer cuidados como adubação, irrigação do terreno.

Segundo os técnicos da empreiteira, o tamanho oficial do Cave não foi alterado, permanecendo as mesmas medidas, 105 x 78, consideradas oficiais de acordo com padrão Fifa.

A maior parte da obra até agora foi consumida em demolições. A Tribuna de Imprensa será e

Trina ainda nem foi demolida
Tribuna ainda nem foi demolida

Apesar de a Novacap anunciar a instalação de 2.900 assentos nas arquibancadas atuais, os técnicos falaram apenas em pouco mais de 2 mil. Já os vestiários antigos foram totalmente demolidos e a base para os novos já está pronto. A princípio, serão construídos apenas os dois vestiários para os times e os dos árbitros.

Perguntados se após a conclusão das obras o estádio teria capacidade para atender a jogos de maior envergadura, os técnicos ponderaram, dizendo que responder essa questão envolvia aspectos mais complexos, como segurança e manutenção, mas que estaria perfeitamente compatível com jogos da Séries B, C e o próprio Candangão.

A entrega oficial está estipulada para o dia 16 de outubro, mas os técnicos foram cautelosos quanto á previsão, já que, segundo eles, atrasos corriqueiros podem ocorrer por conta de interrupções técnicas de rotina.

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traira junho 2016

 

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