CLDF adia escolha das comissões e trava trâmite dos principais projetos na Casa

O impasse na escolha das comissões permanentes da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) continua e, por isso, obstrui a pauta de análise e votação na Casa.  Isso porque não há consenso entre os deputados que querem compor os grupos. No meio do fogo cruzado, o presidente da CLDF, Joe Valle (PDT), continua adiando a discussão do assunto em plenário. Enquanto isso, os distritais, que voltaram ao trabalho no dia 1º de fevereiro, não analisaram qualquer projeto nas comissões. Sem passar pelo crivo dos colegiados, as propostas não podem ser votadas.

Aliados do governo afirmam que as propostas de interesse do Executivo só serão encaminhadas ao Legislativo quando o tema for resolvido. A votação dos líderes das 10 comissões vai ocorrer apenas depois que os blocos partidários forem criados e publicados no Diário da Câmara.

O que não ocorreu até agora, apesar de o União por Brasília, apoiado pelo governador e com 13 integrantes, e o Sustentabilidade e Trabalho, integrado pela Rede e pelo PDT, terem solicitado a publicação no último dia 8/2.

De lados opostos, alguns deputados não abrem mão das presidências das comissões mais cobiçadas, como a de Constituição e Justiça (CCJ), de Economia Orçamento e Finanças (Ceof) e a de Assuntos Fundiários (CAF). Com isso, Joe Valle não coloca o tema em pauta e também não dá prazo para que seja realizada a votação, apesar de o regimento da Casa determinar que isso ocorra na segunda sessão comandada pela nova Mesa Diretora.

Decididos a votar conforme os pedidos do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), 13 distritais criaram o bloco União por Brasília. Na tarde  do dia 8, quando estava marcada uma sessão na Câmara, o grupo esvaziou a Casa para se reunir com o chefe do Executivo local. No Buriti, todos declararam apoio ao socialista e garantiram que votarão com o governo.

Assim que deixou o Buriti, o líder do bloco, Israel Batista (PV), protocolou o requerimento para que a criação do União por Brasília fosse publicada no Diário da Câmara Legislativa. Mas a edição do dia 9 não trouxe a oficialização. O deputado afirma que a demora na votação “paralisa o trabalho da Casa, causando prejuízos à cidade”. Ele indicou os nomes e cobrou de Joe a publicação do bloco nesse mesmo dia (9), durante sessão em plenário.

Os quatro integrantes do bloco Sustentabilidade e Trabalho também assinaram a documentação no dia 8, mas não tiveram a criação oficializada no Diário da Câmara. Ainda falta um grupo se formar. Nele estarão interessados em participar de algumas comissões, como Celina Leão (PPS), Rafael Prudente (PMDB), Raimundo Ribeiro (PPS) e Cristiano Araújo (PSD).

Para a CCJ, o governo quer emplacar Reginaldo Veras (PDT). Os oposicionistas tentam colocar Celina Leão (PPS) na cadeira. Na Ceof, Rollemberg quer Agaciel Maia (PR), que deve disputar com Rafael Prudente (PMDB). Por último, na CAF, Telma Rufino (Pros) é a candidata do Buriti. Mas Cristiano Araújo (PSD)  está de olho na presidência.

Joe Valle tem dito que vai esperar consenso entre os distritais para que não haja clima de animosidade e insatisfação entre eles. Mas há quem diga na Casa que o tema só entre em pauta no plenário depois do carnaval, ou seja, em março, um mês depois do início do ano legislativo.

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