Com grupo querendo colocá-lo na cadeira de administrador, Zé Orlando não iria adiante na ADM do Guará

Por Amarildo Castro – A exoneração nesta segunda-feira (6) do Coordenador de Desenvolvimento da Administração do Guará, Zé Orlando, embora pareça novidade, não é. A situação política da cidade não tem a mesma conjuntura da época do ex-governador Joaquim Roriz, quando Zé Orlando fez sucesso à frente do Executivo local. Aliás, no DF inteiro, com as administrações sendo apadrinhadas pelos deputados, raros são movimentos que pedem troca de administrador que vingam.

No Guará, a atual gestora, Luciane Quintana, apadrinhada pelo deputado Rodrigo Delmasso (Republicanos) vem fazendo o que pode com o que tem, pois a administração está engessada, sem autonomia para nada. Nem o mato é a administração que corta. Para que tivessem sucesso, os grupos insatisfeitos precisariam levar o problema (suposta troca de administrador) diretamente ao deputado Delmasso diante da atual conjuntura política e administrativa das RAs do DF. No Guará, o parlamentar continua sendo o padrinho e com poderes para pedir alteração de comando ou não. Além disso, é forte aliado do governador Ibaneis Rocha (MDB).

Por isso, embora tenha um grupo que se mostra contrário ao seu trabalho, o mesmo grupo ainda não tem qualquer possibilidade de pedir a sua saída do comando do Executivo do Guará ao governador. Por outro lado, um grupo ainda menor articulava a ida de Zé Orlando para o cargo de administrador, algo que no momento não vingaria, e os gurus da política sabem disso.

O Blog do  Amarildo não vai  atrás para saber quem de fato pediu a saída de Zé Orlando do cargo, mas a conjuntura atual não era providencial alguém sugerir que o conhecido pioneiro ocupasse o cargo de administrador. Para evitar qualquer desgaste mais adiante, seu nome foi desligado dos quadros do governo, o qual ele fez campanha, mas os amigos não souberam esperar o momento mais apropriado para que ele pudesse pensar em subir de cargo. Porém, o nome de Zé Orlando continua a figurar como forte liderança, preparado para tudo. Só não se sabe que Ibaneis o recolocará em outro órgão, como fez quando Vânia Gurgel foi exonerada do cargo de administradora.

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