Núcleo Bandeirante – Com risco de despejo, Acinub recorre à Justiça por indenização

Depois da repercussão da venda do terreno pela Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília), que era ocupado legalmente pela Acinub (Associação Comercial e Industrial do Núcleo Bandeirante), a entidade entrou na Justiça requerendo indenização ‘satisfatória’ por todas as benfeitorias realizadas no imóvel durante mais de 20 anos em que o ocupou como sede, situada na quadra 1, Área Especial 3, no Setor Industrial Bernardo Sayão, no Núcleo Bandeirante.

O presidente da Acinub, Valdenir Hass, afirmou à reportagem que deu entrada em 2ª instância no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) pedindo uma reparação financeira para que a associação tenha condições ao menos de comprar uma ‘nova e decente’ sala para que a instituição continue com seus trabalhos.

Antes de todo esse imbróglio final, o drama da Acinub teve início em 2018, quando a Terracap licitou e vendeu o terreno em questão a particulares. Hass reclama que sequer foi comunicado para que a associação tivesse a prioridade no direito de compra. Assim sendo, alega que não teve como preparar sua defesa. Hass diz que só ficou sabendo da transação meses depois ao receber notificação expedida pelo Fórum Desembargador Hugo Auler comunicando que o terreno havia sido vendido e que precisaria ser desocupado.

Uma segunda correspondência chegou à Acinub solicitando a desocupação imediata do imóvel no prazo de trinta dias, o que levou o presidente da entidade a entrar na Justiça em 2ª instância, requerendo indenização, que considera justa. Segundo Hass, a associação investiu quase R$ 1 milhão na construção do prédio, em mobiliário e em equipamentos de informática.

O presidente da Acinub, Valdermir Hass diz que é preciso reaver ao menos parte dos investimentos da associação no terreno

No momento, a Acinub funciona normalmente, mesmo sob a ameaça de despejo. Reclama ainda que, após alguns meses depois da venda do terreno, vândalos invadiram a sede da Acinub, destruindo vários equipamentos, incluindo a galeria de fotos dos ex-presidentes da instituição, além de banheiros, cadeiras e computadores, causando grandes prejuízos. Diz que até hoje os responsáveis pelo ato de vandalismo não foram sequer identificados.

Diante das circunstâncias, Hass diz que está decepcionado com o poder público, pela falta de transparência e informação. “O terreno, realmente, não era nosso e o governo deveria pelo menos nos comunicar com antecedência para que pudéssemos agir. Com isso, o comércio ficou prejudicado pela ausência da instituição, que corre o risco de ficar sem sede. Por isso a indenização é importante para que se possa reparar os danos causados por essa atitude precipitada da Terracap. A nossa intenção, com a reparação financeira, é comprar uma nova sala a fim de que a instituição possa exercer as suas funções e missão como  ente organizado na sociedade.”

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