Brasiliense para em busca de combustíveis, mas encontra muitos postos fechados

O aumento do preço dos combustíveis e a paralisação dos caminhoneiros geraram correria de motoristas atrás dos postos do Distrito Federal, onde imensas filas passaram a se formar. Além de ter menos gasolina nas bombas, o pouco que ainda resta está com o preço alto: o litro chegou a R$ 9,99 na madrugada desta quinta-feira (24).

O litro “recordista” foi flagrado vendendo a quase R$ 10 e está localizado em Águas Claras. “Todos que estavam na fila abasteceram a esse preço”, contou um consumidor que preferiu não se identificar.

No Guará, maioria dos postos já está sem gasolina e etanol

E houve também negativa dos frentistas em emissão da nota fiscal. Criou-se até um princípio de tumulto no posto. “Todos nós estamos totalmente indignados aqui por conta do oportunismo dos empresários”, reclamou um gerente de um dos postos que pediu não revelar seu nome.

Por causa disso, meia hora depois, o valor caiu pra R$ 5,99. Ninguém do posto quis falar sobre o assunto.

Alguns moradores estão levando galões para armazenar combustíveis

Enquanto que no Guará, a maioria dos postos já não dispõe nem de álcool, diesel ou gasolina. Pelas redes sociais. Pelo WhatsApp, as pessoas vão informando onde o produto está em falta. Um deles, de bandeira da Shell, que fica em frente à QE 7 e outro, da Ipiranga, na Candangolândia, os combustível se esgotaram, assim como no posto

O fotógrafo Adão Vieira, que perdeu parte da manhã desta quinta-feira (24) na fila de um posto na Candangolândia: irritação

Onde restavam alguns poucos litros, podia se ver filas quilométricas, com cerca de 150 a 200 veículos esperando para abastecer. Outro da Shell, em frente ao Setor de Postos e Motéis, segundo alguns frentistas, a entrega dos produtos não havia sido feita pelos caminhoneiros. Outra informação das redes dava conta de que postos na EPTG estavam em falta tanto o álcool quanto a gasolina. Também sem combustíveis estão os da entrada do Guará I e no que fica em frente de uma agência bancária. Os postos na QE 40 também estão sem os produtos.

Nas filas, as reclamações são muitas. O fotógrafo Adão Vieira perdeu parte da manhã na fila de um posto de combustível na Cândangolândia nesta quinta-feira (24). “Falta de responsabilidade do governo, isso é um absurdo”, reclamou.

Decisão judicial

Na quarta, a Justiça  proibiu as paralisações dos caminhoneiros. A Polícia Militar negociou a saída de 16 caminhões com combustíveis, mas 20 minutos depois, a escolta foi cancelada. Manifestantes disseram que os motoristas que estavam na distribuidora não quiseram sair.

Gás de cozinha

E a paralisação preocupa outro setor: o de gás de cozinha. O sindicato que representa a categoria disse que a situação pode piorar. No entanto, não há previsão de reajuste no preço do gás.

“Desde ontem (23) hospitais, presídios, shoppings: as companhias não conseguiram fazer os abastecimentos que já estavam programados”, afirmou o presidente do sindicato das empresas, Sérgio Costa.

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