Conselheiros de Cultura do Guará eleitos domingo (7) poderão ficar até 2022

A eleição para escolha dos quatro conselheiros de cultura do Guará no último dia 7 foi o maior assunto nas redes sociais ligadas à cidade. No entanto, a novidade nesta segunda-feira é outra. Uma suposta alteração na Lei Orgânica da Cultura do DF daria garantia aos novos membros eleitos para recomposição dos quadros este ano para que continuem até 2022 em seus cargos, quando a partir de então haveria nova eleição. Com isso, no caso do Guará, Simone Vaz (a mais votada), Janete das Graças, Diego Souza e Rênio Quintas exerceriam seus mandatos até mencionada data. Ainda sem a confirmação da data estendida, membros do atual conselho estão reunidos com integrantes do governo para discutir o assunto e ver questões de regulamentação. O certo até agora é que os novos conselheiros tem mandato garantido até o final deste ano.  Fato ainda para ser confirmado é com relação à posse dos eleitos, que, por ser uma eleição de recomposição, não haveria necessidade de cerimônia de posse, a não ser a de um ato burocrático de inclusão de nomes.

Segundo apurou o Blog do Amarildo junto ao Conselho de Cultura do DF, pela atual legislação os novos membros eleitos teriam em tese mandatos até 2022, mas a informação carece de confirmação, pois quem decide sobre o assunto é o Conselho de Cultura do DF vinculado à Secretaria de cultura, que deverá se reunir para analisar a resolução que promoveu essas alterações.

Eleição na Casa da Cultura elegeu quatro novos conselheiros

O atual presidente do Conselho de Cultura do Guará, Hamilton Zen, ao ser contatado pela reportagem, preferiu se pronunciar somente após esclarecimentos com a secretaria de Cultura do governo.

Outro que comentou sobre o tema foi o gerente de Cultura, Julimar Santos. “Em pleno domingo, numa final de Copa América, viu-se o quanto é importante para a comunidade local a cultura. Um bom público compareceu para escolher os nomes que representarão os anseios culturais da população”.

A eleição no Guará

Com a desistência, por motivos particulares, a eleição para a escolha dos 4 conselheiros de cultura do Guará foi um dos assuntos mais badalados nas redes sociais ligadas à cidade, sobretudo no final de semana (6 e 7 deste mês). Na ocasião, nove pessoas concorriam aos cargos, sendo quatro para titulares e quatro suplentes. Na eleição, que transcorreu dentro da normalidade contou com boa presença da comunidade, que, ao todo, somou mais de 60 votos para a escolha dos novos conselheiros.

Rênio Quintas está entre os novos conselheiros eleitos

Por lá, na Casa da Cultura, passaram várias lideranças, como a jornalista Zuleika Lopes, a ex-administradora Vânia Gurgel, o radialista Joel Rodrigues, o ex-presidente do Conselho de Segurança Antonio Sena, a prefeita comunitária da Colônia Agrícola Águas Claras, Tania Alves e muita gente ligada à cultura local.

A eleição contou ainda com a presença de muitos voluntários, alguns deles bem conhecidos na cidade, como o coordenador de administração José Orlando, que ficou responsável por checar a documentação dos eleitores.

Janete das Craças (de verde) também foi eleita conselheira de cultura

A reportagem do GuaráHOJE/Cidades falou  com alguns dos eleitos.  Janete das Graças, que pela primeira vez integra um conselho de cultura, elogiou a organização da eleição e a presença maciça de eleitores, fato que considerou como demonstração de engajamento cultural na cidade.

Janete, que é diretora do Museu do Vinil, foi uma das lideranças que lutou pela revitalização da Casa da Cultura do Guará, e que agora, na condição de conselheira de cultura disse que pretende lutar de novo, desta feita para total restauração para que a comunidade possa usar as dependências da instituição. Acrescentou que pretende também lutar pela recuperação de outros monumentos da cultura local.

A diretora do Museu do Vinil revelou que vai agendar novos encontros com a administradora Luciane Quintana. No último, segundo Janete, a chefe do Executivo local demonstrou receptividade e boa vontade em ajudar na revitalização dos espaços culturais.

Hamilton Zen, atual presidente do Conselho de Cultura do Guará preferiu não se pronunciar sobre suposto mandato até 2022 dos novos conselheiros

Já Rênio Quintas, outro dos quatro conselheiros eleitos, apontou como uma das grandes motivações para a participação mais ativa no processo cultural, a alteração introduzida por meio da Lei Orgânica da Cultura, a 934/17, aprovada em dezembro daquele ano, que trouxe nova injeção de ânimo, contribuindo para que despertasse na comunidade o interesse dela em participar numa interação com os conselhos regionais culturais, ou seja, sociedade civil e governos engajados. “Foi o que me levou a me candidatar, pois sem essa interação fica impossível a aproximação da sociedade com a cultura, que a meu ver é a ferramenta facilitadora para integração social. Afinal, manifestação cultural é mais do que entretenimento, é inclusão social e proporciona um ambiente favorável para mudanças, um antídoto à violência”, explicou.

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Hamilton Zen, atual presidente do Conselho de Cultura do Guará preferiu não se pronunciar sobre suposto mandato até 2022 dos novos conselheiros

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