Corte de água: presidente da Feira do Guará rebate críticas após ameaça de intervenção

 Após polêmica sobre o corte de água, que gerou ameaça de intervenção e afastamento da diretoria da Ascofeg (que administra a feira), o presidente da Ascofeg, Cristiano Jales, rebateu as críticas à entidade ao qualificar a proposta do deputado distrital Rodrigo Delmasso (PRB) de desinformado. “Não pode haver intervenção estatal (no caso da Administração do Guará) em uma entidade privada”, afirmou Jales. “Se o problema existe é por conta da inadimplência da maioria dos permissionários que estão inadimplentes no pagamento da conta de água”.

Cristiano mostra prestação de contas que é entregue mensalmente à Administração do Guará: balanço negativo por causa da insistente inadimplência que chega a 69%

O presidente da Ascofeg lamenta não ter sido ouvido pelo deputado Delmasso sobre a real situação da feira. “Cheguei a mostrar ao deputado, pedindo sua ajuda, para que fosse executada a cobrança dos devedores conforme a Lei 4748/2012, quis diz: ‘Cabe à Administração Regional aplicar as penalidades quanto ao não pagamento para arrecadação de rateio, mas que isso não foi resolvido desde o seu pedido de ajuda.

Cristiano Jales disse que, com relação à prestação de contas da instituição, ela é entregue todos os meses normalmente ao gerente da feira, ao qual compete tomar as providências, conforme determina a legislação. “Nesta planilha de contas já vem discriminado quem deve ou não o tributo”, explica, acrescentando que cada banca tem seu hidrômetro próprio, que recebe água diretamente da Caesb. Já no caso da água utilizada nos banheiros e na limpeza da feira o abastecimento é feito por caminhão pipa.

O débito com a Caesb vem ocorrendo há sete anos, segundo Jales. “Nós já tentamos negociar com a companhia, porém as condições oferecidas pela estatal não se enquadraram dentro do   orçamento financeiro da Ascofeg”, declarou.

Jales aponta a inadimplência da maioria dos feirantes no pagamento da conta de água como o maior entrave para a solução do problema. De acordo com ele, dos 645 permissionários, 448, ou seja, 69% estão com as taxas em atraso, totalizando uma dívida de R$ 2,7 milhões.

Para Jales, uma das soluções para evitar tamanha inadimplência seria uma postura mais forte do GDF ou mesmo a privatização da Feira do Guará, como foi feito na Feira dos Importados, quando feirantes adquiriram o terreno e hoje o local funciona como uma empresa.

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