Declaração de acusada de agressão a ciclista de Valparaíso em página de Facebook revolta família

Caso de suposta agressão causou grande repercussão na cidade na tarde da última terça-feira, dia 24 após publicação do tema no Blog do Amarildo. Agora, após versão de mulher rede social, reportagem tenta apurar os fatos com maiores detalhes

Uma declaração divulgada em pagina de Facebook (www.facebook.com/nugoiass) da mulher acusada de agressão ao ciclista folclórico Carlos Alberto de Araújo, da cidade de Valparaíso de Goiás revoltou na tarde da última sexta-feira (24) os familiares do homem de 53 anos, que em 16 de novembro passado, teria levado pancadas na região do peito desferidas por duas mulheres. Após o ocorrido, Alberto passou por três unidades de saúde e está na UTI do Hospital de Santa Maria-DF, sedado, em tratamento de trauma no pulmão.

Na declaração, intitulada pelos gestores da página como ‘o outro lado’, que seria a versão de uma mulher acusada de agredir Carlos Alberto, há um post que diz o seguinte (postada aqui na íntegra, inclusive sem correções de português):

Versão do outro lado da história do Tio da Bicicleta, Carlos Alberto!!!

Nossa equipe foi procurada por amigos e familiares da suposta agressora do Sr, Carlos Alberto para que pudéssemos contar a sua versão da história, pois a mesma está se sentindo ameaçada por populares.

“Não estamos aqui para julgar ninguém, por isso vamos divulgar o outro lado da história.

Versão que foi nos passada na íntegra, através de WhatsApp.

“Aconteceu dia 16 de novembro quando fui na casa dele pedir 2 reais pra pagar uma passagem e ele veio mostrar os órgãos genitais e fazendo gestos obscenos dizendo pra me entrar que ele podia me dar até mais e nisso eu estava com minha filha eu empurrei ele e logo ele veio pra cima de mim me empurrou em cima de uma bicicleta eu cair e quebrei a perna e lesionou ele correu minha filha correu pra rua gritando quando meu filho de 13 anos ouviu e foi em cima dele e eu no chão pq não dava conta de levantar dei entrada na upa temos prova e testemunha, mas ele não foi agredido no tórax e nem nada como estão falando tanto que logo depois que cheguei da upa ele foi até lá em casa se desculpar até se responsabilizou em comprar os meus remédios devido ao empurrão que ele me deu, ele já estava doente tanto que ele vivia no hospital antes mesmo dessa briga.”

O texto postado por volta das 17h da sexta-feira, dia 24 de janeiro, causou mais uma polêmica devido à pouca divulgação dos fatos e aparentemente pouco interesse da polícia em apurar melhor o ocorrido, tratando até agora como agressão física.

Carlos Alberto era conhecido usar temas folclóricos em bike

Já a família de Carlos Alberto se mostrou muito revoltada com as declarações da acusada de agressões pelo próprio ciclista antes de ser sedado na UTI do Hospital de Santa Maria. “É uma acusação covarde, essa mulher quer inverter os papéis para se livrar de um processo, de um crime, a gente sabe que isso não é verdade”, comentou um dos irmãos de Carlos ao Blog do Amarildo.

Uma outra parente do ciclista também se mostrou muito irritada após o post da acusada de agressão no Facebook. “São pessoas covardes, que já respondem por crime grave e estão inventando isso para tentar livrar a pele, mas agora, ao contrário de antes, a cidade inteira já sabe sobre essa agressão, e a verdade virá”, disse, em tom de revolta.

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Caso de polícia, mas morno até então

Apesar de um boletim de ocorrência feito na 2ª DP de Valparaíso de Goiás em 7 de janeiro de 2020, onde o ciclista relata com detalhes sobre o ocorrido e com o nome das pessoas que ele mesmo acusa de agressão, até então o caso vinha sendo tratado de forma ‘morna’, segundo relata a própria família. “Acho que até hoje sequer chamaram os agressores para depoimento, e a versão deles veio só pela internet, mas cadê o depoimento de vizinhos que testemunharam O fato que ocorreu?”, questionou um parente diante de perguntas feitas pela reportagem do Blog do Amarildo.

Na manhã deste sábado, 25, a reportagem esteve na 2ª DP de Valparaíso, onde o boletim foi registrado, mas não havia delegado de plantão, e o profissional é encontrado somente em Luziânia-GO, distante da cidade 30 quilômetros.

Também não há notícias de registro de boletim por agressão contra o ciclista Carlos Alberto, o que deixa o assunto mais polêmico. “Se essas mulheres estão dizendo que foram agredidas pelo Carlos Alberto, porque não procuraram então a polícia, não dá para acreditar na versão dessas mulheres”, disse o integrante de um grupo de WhatsApp criado para acompanhar a saúde de Carlos Alberto.

O Blog do Amarildo deixa o espaço aberto tanto para familiares de Carlos Alberto, quanto dos supostos agressores para novos depoimentos no email blogdoamarildo10@gmail.com ou pelo WhatsApp 61(98251-9899).

No mais, continuará acompanhando os fatos.

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