Demolição de quiosque no Núcleo Bandeirante causa polêmica e xingamentos a administrador nas redes sociais

­­­­“Palhaço, sua vida política acabou”, postou nas redes sociais um internauta externando sua revolta com relação à derrubada do mais antigo quiosque da Divineia, no Núcleo Bandeirante, responsabilizando pela suposta ação do administrador Roosevelt Vilela, que acumula ainda o mesmo cargo nas regionais da Candangolândia e Park Way.

Pelas mesmas redes sociais, a assessoria de Comunicação da administração do Núcleo Bandeirante se apressou a informar que se “tratava de uma operação solicitada pela CEB (Companhia Energética de Brasília) e coordenada pela Agefis (Agência de Fiscalização do Distrito Federal), justificando que a retirada do quiosque foi motivada por questão de segurança, pois o estabelecimento estava sendo reformado e encostado em um poste de energia elétrica, trazendo riscos às pessoas, além de estar desativado há vários anos”.

Mas não só de críticas à derrubada do quiosque foi alvo. No aplicativo WhatsApp também podiam ser vistos elogios à ação. Outro internauta postou que a administração foi “corajosa” ao tomar tal atitude, retirando o quiosque. Outras, porém, as tachavam de “vergonhosa”.

Ronilton reclama que não recebeu nenhuma notificação

A reportagem do Blog do Amarildo apurou que o atual concessionário do quiosque, Ronilton Correia, vigilante de profissão, que estava reformando para transformá-lo em um restaurante, chegou a desembolsar R$ 70 mil nas obras de reforma, alegando que não havia recebido nenhum tipo de notificação de que teria seu comércio demolido. O vigilante queixou-se à reportagem que precisa dessa atividade para o sustento da família, composta de mulher e cinco filhos, alguns deles em idade de trabalhar, mas que estão desempregados.

Ronilton contou que, durante o processo para a obtenção da concessão, teve o aval, ainda que em caráter informal, ou seja, de boca, a autorização para a reforma do quiosque, que fica em frente ao Centro de Convivência da Divineia. Alegação esta que não chegou a ser confirmada pela reportagem.

A opinião corrente entre alguns moradores locais é favorável à iniciativa de Ronilton Correia Rodrigues. Um morador, que se identificou como Fábio Pereira, disse que a chegada desse comércio era bem-vinda, e que contava com a aprovação da maioria. O antigo quiosque está no local há mais de 20 anos. “Aqui a carência de estabelecimentos comerciais é muito grande”, acrescentou Pereira.

O administrador Roosevelt Vilela, ouvido pela reportagem, refutou a responsabilidade pela derrubada. “Mesmo porque não tenho competência e atribuição para promover tal ação. O que eu sei é que o quiosque não tinha nenhuma documentação legalizando seu funcionamento”.

O administrador Roosevelt Vilela afirma que ação partiu da Agefis, e que apenas cumpriu formalidades

Roosevelt reiterou a informação de sua assessoria dizendo que a iniciativa partiu da CEB com o auxílio da Agefis pelas razões de segurança, pois as obras de reforma do quiosque estavam colocando em risco a população porque estavam em baixo de uma rede de energia. “Aliás, a bem da verdade, a denúncia que originou a demolição do quiosque partiu de um próprio morador,  que se sentiu prejudicado com a obra”, disse o administrador.

Roosevelt relata ainda que na quinta-feira passada (14), antes da demolição ocorrida na sexta-feira (15), ele recebeu uma solicitação da cessão de um trator por meio da Agefis. Como é membro do governo, jamais poderia negar uma solicitação de outro órgão governamental, no caso a Agefis, que utilizou o maquinário na derrubada. O administrador confirmou ainda que o dono do quiosque não tinha nenhum tipo de autorização para reforma ou para funcionamento.

Segundo ele, ação não partiu da Administração Regional do Núcleo Bandeirante, e sim da Agefis.

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