Deputado Cláudio Abrantes garante: Ibaneis vai equiparar salários da PCDF com a PF

O grupo de trabalho que analisa como e em qual prazo será paga a paridade dos salários da Polícia Civil com os da Polícia Federal vai apresentar, em até 15 dias, um relatório para explicar como a medida será implantada. A ideia é incluir ainda a questão dos benefícios da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. A equipe é composta por integrantes das Secretarias de Fazenda e de Segurança Pública, pelos comandantes das Forças e sindicatos das categorias. Serão levadas ao governador Ibaneis Rocha (MDB) planilhas, possibilidades e soluções.

As boas novas sobre o antigo assunto que vem há anos movimentando a categoria de policiais civis foi motivo de mensagem otimista divulgada pelo deputado distrital Cláudio Abrantes, que retorna à Câmara Legislativa do DF, em rede de WhatsApp da categoria. Pela rede, o distrital, que é policial civil, anuncia que o governador Ibaneis prometeu que desta vez sai a tão propalada equiparação com a PF.

 Parcelamento

Porém, com um rombo de R$ 1 bilhão já identificado na saúde e problemas encontrados na folha de pagamento de pessoal, a proposta pode não ser de pagamento integral da paridade já em 2019. O secretário de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão, André Clemente, afirmou à imprensa que aguarda o levantamento das secretarias para conhecer o tamanho das dívidas em contratos do GDF e calcular o rombo total nos cofres públicos, mas adianta: a proposta para pagamento da paridade pode vir com parcelamento.

“Estamos trabalhando, há dois meses, nas estimativas e nas soluções para pagar a paridade. Vamos fazer um trabalho conjunto, preparar as planilhas e o que for necessário. Pode ser que haja a necessidade de programar um parcelamento dessa paridade, pois sabemos que os recursos são limitados. Pode ser que aconteça tudo em 2019, pode ser que entre em 2020”, afirmou o secretário André Clemente.

O chefe da pasta acha prematuro anunciar qual seria o impacto nas contas públicas com a concessão da paridade. Ele quer fazê-la somente quando o grupo concluir os trabalhos. Porém, segundo dados divulgados ainda no governo de Rodrigo Rollemberg (PSB), quando o gestor justificava a inviabilidade de conceder o aumento salarial devido à falta de recursos, calculava-se o impacto da paridade em R$ 600 milhões anuais.

No caso da Polícia Civil, o GDF terá de contar com apoio federal, pois os recursos para financiar as forças vêm do Fundo Constitucional. “Estamos pensando no contexto orçamentário do reajuste. O governador Ibaneis vai anunciar no momento oportuno, quando tivermos todo o estudo do plano do funcionalismo. Sempre que iniciamos essa discussão, temos que pensar no coletivo”, disse Clemente.

O salário dos policiais civis é pago com recursos do Fundo Constitucional desde janeiro de 2003, com a publicação da Lei n° 10.633/02. A paridade com a Polícia Federal é histórica: vem desde a fundação de Brasília. Na época, policiais civis e federais eram chefiados pelo mesmo órgão: o Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP).

 

 

 

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