Derrubada no SOF Sul tem ‘operação de guerra’, presos e mais de uma centena de policiais militares

Chamou atenção em toda a mídia do Distrito Federal mais uma operação para derrubada de construções irregulares. Dessa vez às margens do Parque do Guará, atrás do estacionamento do antigo Estádio Pelezão, no SOF Sul.

Por ali, pelo menos 100 homens da Polícia Militar, dezenas de agentes e auditores da Agefis, caminhões, máquinas e uma grande retroescavadeira compunham um ‘cenário de guerra’ na manhã desta segunda-feira (3). A situação parecia sob controle até por volta do meio dia, quando o representante de uma ONG, identificado apenas como Rodolfo,  disse que entraria na frente dos tratores para impedir a derrubada. Segundo ele, o governo teria autorização para derrubar apenas um ou dois barracos, e incentivou os moradores a resistir à derrubada.

A partir de então, o cenário, que já parecia um acampamento de guerra, tornou-se de fato uma ‘guerra’. Uma mulher identificada apenas como Dona Inês  jogou-se na pá de uma retroescavadeira, sendo imobilizada pela polícia. Seu filho, José Júnior, vendo a situação, tentou protege-la e também foi preso. A polícia fez círculo em volta do homem, que ficou imobilizado por cerca de dez minutos até ser colocado em um camburão. VER VÍDEO

Alguns moradores precisaram de atendimento

Kely Antunes, que morava no local há 30 anos reclama da falta de uma retirada ‘humanizada’, e não haveria realocação para os moradores.

A Agefis informou à imprensa que são 66 casas existentes no local, 11 têm liminar da Justiça que impede a ação. Segundo o órgão, os moradores foram notificados desde abril e recorreram. As construções derrubadas nesta segunda-feira (3), segundo a Agefis, a liminar que as asseguravam foram derrubadas pelo governo na Justiça.

O comandante do Batalhão Metropolitano do DF, tenente coronel André Luiz, a polícia foi chamada para dar suporte, e que o número de policiais seria condizente com a situação.

Após confusão, morador sai preso

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