ENTORNO – Estrutura precária e diminuição de clientes afastam comerciantes da Feira do Céu Azul em Valparaíso

AbreUma das feiras mais conhecidas em toda a Região Metropolitana, a Feira do Céu Azul, em Valparaíso de Goiás, já não é mais a mesma. Nas últimas semanas é visível a quantidade de box vazios nos domingos, data que o ponto comercial funciona. Em visita ao local no último dia 12, a reportagem do Blog do Amarildo ouviu reclamações de diversos comerciantes sobre a precariedade do espaço, como falta de cobertura, piso em cimento rústico, além de box em madeira em situação precária. Para piorar, a falta de clientes está levando muitos comerciantes a abandonarem suas bancas. Em rápida contagem, a reportagem observou pelo menos 20 boxes fechados.

Jocel-PìnheiroAs reclamações variam de acordo com a expectativa de cada comerciante. Para Jocel Pinheiro (foto), feirante no local desde 2005, em sua opinião falta praticamente tudo. “O que mais revolta a gente é porque apesar de todos os problemas que a feira enfrenta, não temos a quem recorrer, e as poucas promessas que fazem não são cumpridas”, diz. Ele ainda afirma que a falta de um banheiro limpo e organizado afasta muitos clientes.

Outra reclamação do feirante é em relação à demarcação das bancas. “Aqui se a gente atrasar para colocar a mercadoria no ponto, a coisa complica porque não conseguimos ocupar o espaço, chegam pessoas e assumem o nosso local”, reclama.

Os feirantes se queixam ainda da falta de padronização. Muitos afirmam que as bancas não seguem nenhuma norma, além de serem construídas com madeira de baixa qualidade e hoje já caindo aos pedaços.

Feirantes reclamam da falta de estrutura
Feirantes reclamam da falta de estrutura

Para Geraldino da Silva, vendedor de calçados, a taxa cobrada também preocupa. “A gente paga, mas nem sabe direito para onde vai o dinheiro”, relata.

Sem uma associação definida, com espaço próprio, como acontece na maioria das feiras livres mais tradicionais do DF e Região Metropolitana, a Feira do Céu Azul é administrada por duas pessoas. Tratam-se de Maria Rodrigues, que herdou do marido e fundador do local, Eraldo Gomes, uma banca. O outro responsável é José Magalhães.

Maria-RodriguesMaria (foto) explica que a desorganização da feira vem em parte da própria falta de cuidado dos feirantes e usuários. “Muitos reclamam, mas não fazem sua parte. Tem gente que não concorda com a taxa cobrada, que é de R$ 20 por banca (todos os domingos), mas muitos sequer pagam, sem contar os que têm três bancas e só pagam R$ 40 ou R$ 50”, diz. Para ela, estrutura como o banheiro precário é devido à depredação feita pelos próprios usuários.

Em relação ao pagamento de taxas, Maria explica que o valor de R$ 20 é cobrado por banca para a manutenção de toda a feira, e que atualmente existem quatro funcionários encarregados para a manutenção e limpeza. Mesmo assim, garante, há muitos que estão com o valor em atraso, dificultando a organização.

Logo após tomar posse, a prefeita Lucimar Nascimento afirmou que pretendia investir em melhorias para a Feira do Céu Azul, mas até agora as promessas não foram concretizadas. Mesmo assim Maria Rodrigues explicou à reportagem que acredita que há demandas maiores que as da feira na cidade.

Galeria de fotos

Comunidade procura local para comprar frutas, verduras e hortaliças frescas
Comunidade procura local para comprar frutas, verduras e hortaliças frescas
Apesar das dificuldades donos de bancas ainda oferecem produtos de qualidade, em especial típicos
Apesar das dificuldades donos de bancas ainda oferecem produtos de qualidade, em especial típicos
Especiarias e temperos são vendidos no local
Especiarias e temperos são vendidos no local
Banheiros estão em estado crítico
Banheiros estão em estado crítico

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*