ESCOLA TÉCNICA DO GUARÁ – Mesmo com forte apelo de grupo de moradores para preservar área de lazer, empresa ignora manifesto e inicia obra

IMG_9073Até agora não teve resultado prático o apelo de um grupo de aproximadamente 100 moradores que buscam uma alternativa para preservação de uma área de lazer no terreno onde foi reservado à construção da Escola Técnica do Guará. A área fica em frente ao Centro de Ensino 03 (o Centrão), entre as QE 17/19 e QI 31 do Guará II.

Desde o início da manhã, desta sexta-feira (24) tratores destroem todo o complexo esportivo implantando por outros governos no terreno. Tratam-se de uma quadra de basquete, uma de futsal, além de um parquinho de areia.

A polêmica começou no último fim de semana, com o anúncio do início das obras. Desde então, um grupo encabeçado pelo advogado Ricardo Mourão tentava  “salvar” pelo menos um pequeno complexo esportivo construído dentro do terreno que abrigará a escola técnica.

Radialisata“Vamos imediatamente procurar o Ministério Público e a Justiça para tentar embargar esta obra, ela não obedece requisitos necessários para que seja iniciada”, disse o radialista Agilberto Edson de Melo Júnior (foto), morador da região há 17 anos. Ele informou que não há sequer a “averbação” do terreno, situação necessária para a liberação da obra.

Durante o suposto início das obras, começando diretamente pela destruição da área de lazer, uma pessoa foi presa por desacato a um policial.

Luciano LimaSegundo o jornalista Luciano Lima (foto), que é a favor da obra, o governo poderia sim ouvir a comunidade e tentar uma adequação ao projeto. “É estranho essa derrubada da área de lazer como sendo o início da obra”, afirma.

Muitos moradores ainda reclamaram que não há sequer uma placa informando os dados da obra, situação prevista em lei.

Um dos sócios da empresa vencedora da licitação, a Infra-Engeth LTDA, Silvio Garcia, afirmou que toda a documentação necessária para o início das obras está pronta e legalizada. “Tenho autorização para o começo a partir de 20 de julho deste ano, estou executando o contrato e não vou parar. O término está previsto para 11 de outubro de 2016.

Em depoimento, o chefe de gabinete da Administração Regional do Guará, Márcio Rogério, informou que a documentação para início da obra está atualizada e regular. “Quem coordena tudo é a Secretaria de Educação, coube a nós apenas dar a licença de obra”.

Revolta

MarthaO suposto início das obras deixou o grupo que defende a área verde revoltado. A autônoma e moradora do Conjunto N, da QE 17, Martha Valadares Badaró (foto) informou que ninguém tem informação e que é um desrespeito destruir a área de lazer e o verde. “Quem cuida disso aqui somos nós moradores, está tudo errado, por que eles começaram destruindo a área de lazer, é uma coisa arbitrária”, informou.

Ao custo de R$ 11,7 milhões, a Escola Técnica do Guará é um projeto do Governo Federal, em parceria com o GDF, sendo mais de R$ 4 milhões os valores repassados pelo governo local.

 Galeria de fotos

Adolescentes também participam de manifesto
Adolescentes também participam de manifesto
Manifestantes usam faixas pedindo preservação do verde
Manifestantes usam faixas pedindo preservação do verde
Em poucas horas tratores destruiram toda a área de lazer
Em poucas horas tratores destruíram toda a área de lazer

 

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*