Ex-médico do Posto de Saúde do Lúcio Costa/Guará muda a cara da saúde na região de Ceilândia e Brazlândia

Com Roberto Cortes à frente da Regional Oeste de Saúde, Ceilândia e Brazlândia dão um salto de qualidade no atendimento a pacientes. Ele agrega à sua equipe Dr. Lucimir, ex-diretor do HRGu e Amilton Pereira, à frente do HRC

Se o governador Ibaneis Rocha (MDB), em entrevista recente, chegou a comemorar resultados na saúde, embora reconhecesse que as pessoas só notarão as mudanças mais efetivas pelo menos após um ano de gestão, a reportagem do GuaráHOJE Cidades, quando em visita no dia 30 de setembro ao Hospital Regional de Ceiândia (HRC), se surpreendeu com as mudanças que observou naquela unidade hospitalar.

Foram visíveis os efeitos do novo modelo de gestão utilizado pelo superintendente da Região de Saúde Oeste, Roberto Cortes, coadjuvado pelo diretor-geral do HRC, Amilton Pereira Bueno, que está lá há sete anos como médico ortopedista, e pelo diretor de Atenção Especializada, Lucimir Maia, que deram uma injeção de ânimo, entre os profissionais de saúde e funcionários. “Quando cheguei aqui, o quadro era caótico; era necessário muitos ajustes. A tal ponto, que o desânimo e o pessimismo imperavam por aqui”, diz o superintendente.

Roberto Cortes diz que o segredo de uma boa gestão pública é a motivação dos servidores

De fato, se o quadro não é 100% do que deveria ser um hospital de qualidade, pois ainda se viu algumas macas pelos corredores e espera de pacientes, o fato que as medidas da nova gestão tiraram boa parte dos pacientes das filas e deu aos servidores melhores condições de trabalho, o que era visível nas fisionomias do pessoal, tanto de saúde quanto os da área administrativa.

E olha que o HRC, como Superintendência da Regional Oeste, que engloba, além de toda a Ceilândia, que, por si só, já representa a maior população do DF, inclui as novas cidades Sol Nascente e Pôr do Sol e ainda Brazlândia. O que leva imaginar um supercongestionamento no atendimento diante de um quadro reduzido de servidores para fazer frente a tal demanda.

Em alguns casos, pacientes se tornam amigos de médicos e do próprio diretor devido à atenção que recebem

Mas o clima de motivação injetado pela nova gestão, que segue orientação do Ministério da Saúde, e que conta com total apoio do GDF, que priorizou uma renovação na rede hospitalar, programando reforma, por exemplo, dos hospitais regionais do Gama e de Ceilândia, sem precisar de recursos extras. “Dinheiro na Secretaria de Saúde não falta: tem R$ 8,5 bilhões. A população já sente as melhorias e vai sentir muito mais com o tempo.”, declarou Ibaneis à imprensa.

O Objetivo, na verdade, é aplicar às demais unidades o mesmo modelo de gestão utilizado hoje no Hospital de Base (IHBDF), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), e também em seis UPAs, administradas pelo instituto. O governo lembra ainda que se fazem constantemente inspeções nos hospitais para saber como estão as condições de atendimento.

A ausência de filas no HRC, que tem mais de quatro mil funcionários chama atenção. Segundo direção, isso se deve à agilidade nos serviços

“O Hospital de Ceilândia tem abertura de emergência que ainda é pequena e estamos preparando uma obra. Vamos fazer a renovação da rede hospitalar do DF sem precisar arrumar mais recursos. Dinheiro na Secretaria de Saúde não falta: tem R$ 8,5 bilhões. A população já sente as melhorias e vai sentir muito mais com o tempo”, dizia o governador há poucos meses. De fato, o superintendente Roberto Cortes ao mostrar à reportagem todas as dependências do hospital se viu que alguns setores já passam por reformas e ampliação, e que consumirão cerca de R$ 4 milhões.

Segundo Cortes, o setor de ortopedia e traumas ainda está entre os desafios, mas destaca a agilidade das cirurgias e a diminuição da fila de espera para esse serviço em 50%

 Experiência valiosa

Para fazer frente a esse desafio, os quatro anos como médico no Posto de Saúde no Setor Habitacional Lúcio Costa, no Guará, foram de grande valia para o êxito empreendido na nova realidade promissora que se abriu no ambiente e na administração do HRC, antes entregue ao descrédito e à apatia.  “Viemos com a missão de organizar o serviço de saúde nessa região, que era caótica, trazendo a esperança de dias melhores para funcionários e principalmente aos pacientes, reduzindo os gargalos, sobretudo no atendimento ortopédico. As pessoas ficavam em uma fila de espera para serem operados, atravancando o atendimento”, lembra Cortes.

O diretor do HRC, Amilton Pereira Bueno é o principal suporte do trabalho de Roberto Cortes: parceria pela qualidade ao paciente

Cortes também salienta que o diálogo foi importante para trazer de volta a satisfação de trabalhar tanto da equipe de profissionais de saúde quanto o corpo administrativo, aparando arestas financeiras e criando estímulos no campo do trabalho, que acabaram fazendo toda a diferença e, por conseguinte, refletindo no  desempenho de cada um.

Dr. Lucimir, ex-diretor do HRGu está entre os destaques da equipe de Cortes

Cortes relembra que implementou em 45 dias medidas que conseguiram aliviar o gargalo na ortopedia. De 93 pacientes na fila de espera para cirurgia, hoje caiu para 56. Nesse período,  foram 280 processos cirúrgicos, com uma média de cinco a seis diários, principalmente de fêmur e quadril. Outro, cita o superintendente, era o número de anestesistas, insuficientes para atender á demanda. Hoje, segundo ele, a especialidade foi reforçada, graças a estímulos de horas extras, o mesmo ocorrendo com o número de enfermeiros e técnicos. “Aos poucos, o HRC vem se tornando referência em cirurgias no DF”, constata o superintendente, acrescentando números auspiciosos. São 32 ortopedistas, 30 cirurgiões, 24 pediatras, 835 técnicos de enfermagem, 117 enfermeiros, responsáveis pela redução da fila de espera.

A Superintendência Oeste também tem sob sua alçada 18 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em Ceilândia e oito em Brazlândia.

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