Expansão do Guará -Quadras destinadas à habitação popular sem asfalto

 

 

O sonho da casa própria dentro de uma das cidades mais valorizadas do ramo imobiliário do Distrito Federal, o Guará, pela habitação popular, ainda tem vários percalços para se concretizar. Os terrenos destinados, por foça de lei, às cooperativas habitacionais, há quase dois anos, não foram ocupados devido a uma série de burocracia exigida pelo órgão financiador da construção, a Caixa Econômica Federal. Entre elas está a garantia por parte do Governo de Brasília, da completa infraestrutura do local, como água, esgoto, luz e asfalto. Nas quadras 56 e 58 o asfalto ainda não chegou.

A reclamação das cooperativas contempladas são as mesmas dos que compraram terrenos de alto valor e não contam ainda com a infraestrutura adequada. A Terracap, órgão responsável pela venda e implantação dos equipamentos públicos, alega que está em vários processos licitatórios que visam dar continuidade às obras e que grande parte básica já foi concluída, restando apenas algumas fases de complementação. Para Teresa Ferreira, da cooperativa Habitacional Amohiguart, a lentidão prejudica todas as etapas da obra. “Os lotes foram entregues na modalidade que seriam erguidas edificações padronizadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida, não temos como escapar. A CEF tem suas exigências e dependemos de uma declaração sobre a infraestrutura para seguirmos adiante”, argumenta.

Outro problema enfrentado pelas cooperativas é o termo de seleção concedido pela Codhab, com validade de seis meses, e que se encontra em ameaça de ser cancelado definitivamente, devido a não edificação nos terrenos destinados à habitação popular. Se arrastando desde 2010, quando aconteceu o início da infraestrutura da antiga “Cidade do Servidor”, a espera já está em 7 anos e muitos que adquiriram terrenos no local acabaram por vender a terceiros. Entre as causas dos atrasos estavam pontos judiciais e urbanísticos, e as obras de infraestrutura nas quadras 48, 50, 52, 54, 56 e 58 do Guará II foram paralisadas, informa a Terracap.

Em 2016, foram apresentas as planilhas com os parâmetros urbanísticos e os lotes foram liberados para vendas. Entre os percalços existentes estão: A rede de drenagem pluvial encontra-se concluída. No entanto, tendo em vista a pendente finalização da pavimentação, não foi possível executar as ligações da rede com as bocas de lobo.

 

Prazos e Metas

A Terracap, através de sua assessoria de imprensa, informou as seguintes etapas para a conclusão da infraestrutura das novas quadras do Guará 2:

  • Rede de abastecimento de água: A licitação está concluída. O próximo passo será a emissão da Ordem de Serviço na primeira semana de outubro, com previsão de início das obras de imediato. Conforme o cronograma, o prazo estimado para conclusão das obras é de sete a oito meses;
  • Já a complementação da rede de distribuição de água será executada pela Caesb por meio do Termo de Cooperação – Ordem de Serviço emitida com previsão de início até a primeira semana de outubro. Seguindo o calendário, o prazo estimado para conclusão das obras é de 60 dias;
  • Rede de esgotamento sanitário: A licitação está em fase de conclusão. Está previsto que o início das obras seja realizado na segunda quinzena de outubro. De acordo com o cronograma, o prazo estimado para finalização também é de sete a oito meses;
  • A rede de energia será contratada por meio de licitação realizada pela Terracap, cujo prazo estimado entre a abertura do processo e a execução das obras é de 120 dias;
  • A complementação da rede de drenagem e a pavimentação será executada após a conclusão das obras de água e de esgoto pela Novacap;
  • O endereçamento também será objeto de licitação. A Terracap já iniciou o processo.

 

Texto: Zuleika Lopes

 

 

 

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