Falta de médicos causa impasse e desconforto na UPA do Núcleo Bandeirante

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Quem procura atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo Bandeirante reclama de vários problemas que afetam a unidade de saúde. De acordo com os queixosos, os problemas vão desde a falta de médicos até a ausência de materiais, como reagentes para exames de dengue.

Segundo um usuário, que preferiu não se identificar, nos informou, por telefone, que apenas duas médicas estão atendendo na unidade. Os poucos que conseguem ser atendidos tanto na Ala Amarela (destinada a uso de medicação) quanto na Ala Vermelha (para internação), após entrarem para receberem atendimento, a porta de entrada é fechada e ninguém mais é atendido.

Conforme denúncia de um reclamante, na portaria, as enfermeiras limitam-se a ficar o dia inteiro no computador, sem dar maiores explicações aos pacientes. Segundo o denunciante, sobre a falta de reagente para teste de dengue, é de que o único material existente por lá teria sido levado para São Sebastião, e que o outro disponível só estaria disponível na unidade de Brazlândia.
Outra reclamação dos usuários é com relação, principalmente, a falta de pediatras. Além disso, de acordo com as denúncias, a UPA está sem a gerente Cláudia, que, segundo informações locais, teria pedido exoneração do cargo e retornado às suas atividades no posto de saúde do Riacho fundo I, onde é funcionária.

Secretaria responde
A Secretaria de Saúde, através de sua assessoria de imprensa, informou que, em geral, três médicos ficam de plantão em cada turno, na UPA do Núcleo Bandeirante. “O atendimento é lento para pacientes com classificação verde (sem gravidade), porque a prioridade são os casos graves. Quanto ao fechamento da unidade, a Secretaria de Saúde nega que a porta da UPA seja fechada.

Sobre os exames para diagnóstico de dengue, a Secretaria de Saúde destaca que a rede pública está abastecida de kits para teste rápido. No que diz respeito à falta de pediatras, afirmou que há mais de um ano o atendimento em pediatria foi suspenso em todas as UPAs do DF devido à carência de profissionais na especialidade, problema, que segundo o órgão, atinge unidades de saúde nas redes pública e privada em todo Brasil. “Os pediatras que atendiam nas UPAs foram remanejados para assegurar atendimento nas emergências dos hospitais”, acrescentou em nota.
A Secretaria de Saúde informou ainda que a gerência da UPA do Bandeirante está sob responsabilidade da Superintendência de Saúde da Regional Centro-Sul. ( Por Álvaro Pereira)

 

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