Falta quase tudo no calçadão do Guará para uma caminhada segura. Há até ponto de interrupção devido atuação de fast truck

Texto e fotos: Amarildo Castro – A principal área de lazer do morador da cidade, o calçadão do Guará II, continua sendo um dos locais com a maior demanda por melhorias. Após reclamação de leitores do Jornal GuaráHOJE/Cidades e do Blog do Amarildo, a reportagem dos veículos visitou parte do percurso, de quatro quilômetros. No total, são pouco mais de oito quilômetros, repletos’ de problemas.
A população, por sua vez, não perde a oportunidade de reclamar e pedir à Administração Regional do Guará e ao governo, melhorias para o local, muitas delas, simples, como demarcações, placas de sinalização e até poda de árvores, esta última demanda, atendida pela administração recentemente.


Construído juntamente com a inauguração do Guará II, ainda nos anos 70, o calçadão acumula problemas. Mas a situação passou a chamar mais atenção com a retirada de uma calçada feita em pedras portuguesas, fato ocorrido em 2014, sob aplausos de alguns moradores e muitas críticas de outra parte.
Desde então, a nova calçada, agora em asfalto, foi deixada inacabada pela empresa que venceu a licitação e concluída às pressas de forma paliativa pela Novacap. A atual situação é motivo de muitas reclamações, principalmente pela qualidade ruim do asfalto e do acabamento.

 

Ciclovia pela metade
Por outro lado, a tentativa de instalar no local uma ciclovia esbarrou em problemas de ordem financeira e burocrática, e menos de quatro quilômetros de uma via para bicicletas foi construída, entre 2013 e 2014.
Desde então, com o aumento da demanda de moradores pelo calçadão, hoje há um verdadeira ‘guerra’ entre ciclistas e pedestres por espaço. Essa situação fica mais evidente nas áreas não contempladas pela ciclovia, que vai desde a QE 24, passando pelas QEs 26, 28, 30, 32, 36, além de parte da QE 13.


Cadeirantes praticamente não têm vez, a menos que recebam ajuda de amigos e parentes. É o caso de dona Rejane Maria Dutra, de 93 anos, que recebe o auxílio do filho Luiz Alberto Cavalcante Dutra. Ele diz que em outras áreas do Guará não há espaços para cadeirantes, e que o calçadão também está longe de ser um local adequado para esse público. “Deveriam no mínimo instalar uma ciclovia de ponta a ponta aqui no calçadão, e fazer uma campanha educativa para que os usuários respeitem uns aos outros”, comenta. Ele ainda sugere para que as autoridades locais andem a pé pelo calçadão para ver as dificuldades dos pedestres.


José Sena reclama do perigo causado pela falta de sinalização e de falhas no calçadão. “A caminhada precisa de um local específico, esse confronto com ciclista vai trazer uma tragédia a qualquer momento”, reclama. Ele ainda observa falhas como a interrupção do calçadão na altura da QE 24, onde o piso foi retirado há três anos para a construção de um estacionamento. Na época, usuários reclamaram à Redação do GuaráHOJE/Cidades, que o estacionamento teria suposto interesse em atender a um restaurante, que acabara de ser construído no local.

Onde há ciclovia, no caso da QE 13, os usuários reclamam da falta de uma campanha educativa para separar os ciclistas dos pedestres. “Aqui, além da falta de educação dos usuários, essa ciclovia ainda cruza com a pista de pedestre na altura da QE 15, causando várias acidades”, reclama Cícero Syrih, que costuma pedalar na região.
A reportagem ainda aguarda o posicionamento da Administração Regional do Guará, em relação às demandas do calçadão. Assim que o receber, a reportagem será atualizada.

GALERIA DE FOTOS

Cadeirantes também encontram dificuldades para usar o calçadão
José Sena reclama da interrupção da ciclovia na altura da QE 24: trecho agora serve de estacionamento
Falta de uma campanha educativa ou mesmo por não ter alternativa, pedestres usam trecho da ciclovia, de apenas quatro quilômetros, o restante do calçadão não tem pista para bicicletas

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