Greve geral deixa trânsito muito congestionado no DF

O trânsito ficou muito congestionado nesta manhã de sexta-feira (14) em toda a região central de Brasília e vias das cidades do entorno que dão acesso à Brasília. A reportagem do Blog do Amarildo flagrou motoristas em dificuldades na Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA).

Sindicatos, confederações e federações convocaram servidores e profissionais liberais para uma grande greve neste 14/6. A intenção é que serviços públicos essenciais de Brasília parem. Diversas categorias do Distrito Federal e os servidores federais decidiram aderir ao movimento, batizado de greve geral. A paralisação é contra a reforma da Previdência, em tramitação na Câmara dos Deputados.

Duas áreas primordiais afetarão a população: a educação e o transporte público. Professores e rodoviários confirmaram que cruzarão os braços na sexta. Eles se juntam, ao menos por um dia, aos trabalhadores do Metrô-DF, que já estão há mais de mês com as atividades reduzidas.

Param também os funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), inviabilizando a abertura de postos de atendimento espalhados pelas regiões administrativas.

Servidores do Na Hora, do Zoológico, do Departamento de Trânsito (Detran-DF), da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), entre outros, também prometem não ir ao   trabalho. O mesmo se aplica a servidores de ministérios, autarquias, fundações e outros órgãos e entidades vinculados ao governo federal.

Na Epia, no viaduto próximo ao Parkshopping, o trânsito permaneceu congestionado até às 10h30

O Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do DF (Sindireta) também votou por participar da greve geral. Com a adesão, ficam parados ainda o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Defensoria Pública, Procuradoria e o Transporte Urbano do DF (DFTrans).

No entanto, médicos, enfermeiros, auxiliares de saúde, policiais federais, militares e civis optaram, até o momento, por não participarem do movimento. Além de reivindicações contra a reforma da Previdência, as categorias são desfavoráveis a privatizações. Pedem ainda mais empregos, acesso democrático e popular a terra e igualdade de direitos.

Apesar de a Justiça conceder, tradicionalmente, liminares que exigem ao menos 30% da frota de ônibus em horários de pico, o Sindicato dos Rodoviários  anunciou que vai parar todas as atividades na sexta-feira (14/06/2019). Segundo dados do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), circulam hoje no DF 2.816 ônibus.

O lado dos patrões

Dois dos setores que prometem paralisar suas atividades se manifestaram. As empresas de ônibus alegam que ainda não foram comunicadas sobre a greve no DF. A Secretaria de Educação informou, por meio de nota, que as aulas não ministradas durante a paralisação deverão ser repostas em datas a serem definidas pelas direções das escolas – ainda no segundo bimestre.

 

 

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