Greve no Metrô-DF completa 80 dias neste sábado (20) e empresa estimou prejuízo de R$ 8,8 milhões até o dia 15

13/11/2017. Crédito: Antonio Cunha/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Greve dos Metroviários.

A greve dos metroviários completará neste sábado (20) 80 dias  e já se tornou a paralisação mais longa da categoria no Distrito Federal. Em 2016, o sindicato cruzou os braços por 72 dias consecutivos.

Na terça-feira (16),  o movimento grevista  poderá ter um novo capítulo. Às 14h, estava previsto o julgamento do dissídio coletivo em que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vai julgar as alegações e os recursos apresentados pelo Metrô-DF e pelo Sindicato dos Metroviários.

De um lado, o SindMetrô reivindica o cumprimento das sentenças judiciais que determinam reajuste dos salários no mesmo índice que a inflação. Eles pedem ainda a manutenção do acordo coletivo firmado em 2017.

Já o Metrô-DF oferece aumento no valor do auxílio alimentação e no reembolso do plano de saúde, além de incorporação da carga horária de seis horas ao contrato de trabalho dos pilotos. Até a última atualização, a proposta não tinha sido avaliada pela categoria.

75 dias de paralisação

Durante pouco mais de dois meses de reivindicação, o Metrô-DF acumulou prejuízos de R$ 8,8 milhões. De acordo com a empresa, em 74 dias, 1,7 milhão de usuários foram transportados a menos, na comparação com o mesmo período de 2018.

Funcionamento dos trens

Desde o início da greve, o metrô funciona em horário reduzido, com 18 dos 24 trens circulando em horário de pico.

As estações ficam abertas de segunda a sábado das 5h30 às 23h30 e, no domingo, de 7h às 19h. Apenas 30% dos trens circulam na maior parte do dia. Em horários de pico, o quantitativo sobe para 75%.

Horários de pico

Segunda a sexta, das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30: 18 trens.

Sábado: das 6h às 9h45 e das 17h às 19h15: quatro ou cinco trens.

Domingo: das 7h às 19h: três trens.

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