GREVE: Sem professores, alunos do Guará esperam na porta das escolas

usar-greveCentenas de estudantes do Guará ficaram do lado de fora da escola nesta manhã (26), mesmo com a derrota do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro) na Justiça. A greve declarada na última segunda-feira, 23 de fevereiro, foi considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). Na expectativa de volta às aulas, muitos alunos se reuniram em frente aos centros de ensino da cidade.

O GDF fica autorizado a cortar o ponto dos professores, caso a determinação judicial seja descumprida, e o sindicato terá de pagar multa de R$ 50 mil por escola. O Sinpro-DF informou que vai recorrer da decisão. Uma nova assembleia está marcada para amanhã (27).

A reportagem do Blog do Amarildo percorreu diversas escolas do Guará para conversar com alunos e avaliar o efeito do atraso no início do ano letivo. No Centro Educacional 03 do Guará II, o Centrão (foto), a maior reclamação trata-se da preparação para o vestibular.centrao

Estudantes do ensino médio dizem estar prejudicados em relação às instituições privadas que recomeçaram as aulas no início do mês. “Quem já está estudando desde o início do ano já disparou na frente”, lamenta Yuri de Araújo Pena, do 3º ano. Ele relata que foi surpreendido pela paralização, pois ainda não havia passado por greve na escola. “A gente vem todo dia, mas não tem aula, e ficamos aqui esperando, às vezes aparece algum professor”, diz.

Para Amanda Rodrigues, 2º ano, diz que o conteúdo de provas como o PAS (Programa de Avaliação Seriada) e o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) fica comprometido, pois se reduz o período para se trabalhar as matérias. “Estamos sem base nenhuma e ainda nosso tempo para estudar será reduzido”, diz.

Cerca de 60% dos professores e escolas do Guará e Estrutural – ou seja, 15 das 25 instituições educacionais da região – estavam paralisados até o fim da tarde de ontem (25). Com a declaração de ilegalidade da greve, o número de adesões foi reduzido.

AfrânioO diretor da Regional de Ensino do Guará, Afrânio de Sousa Barros (foto), diz que a entidade sindical ainda não havia sido notificada nesta manhã, por isso manteve a orientação aos professores. “Esperamos que tudo seja normalizado, que as aulas se iniciem e possamos receber nossos alunos e atender a comunidade”, afirma.

Texto: Bruno Bernardes/ fotos: Amarildo Castro

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