GUARÁ – Empresa terceirizada destrói mudas de árvores durante roçagem no Parque JK

Pelo menos 20 mudas de árvores das 80 plantadas neste ano foram quebradas com o mato durante a última roçagem no Parque JK. A denúncia é de Osmar dos Santos, que ajuda a cuidar voluntariamente do parque vivencial, situado nas imediações das entrequadras da QE 42/44.

Osmar, que mora desde 1983 na QE 44, onde passou sua infância, e hoje reside na QE 42, reclama ainda que o parque está há muito tempo em completo abandono. “Muitos políticos e autoridades dizem que fazem isso e aquilo pela cidade, mas por aqui não dão as caras para essa área, instituída pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram) em 1994 juntamente com outros parques do Guará como o Ezechias Heringer e Denner”, queixa-se.

Omar mostra o que seria a muda de um ipê: só sobrou o toco

Santos conta que o descaso e a negligência com o parque não se limitam apenas ao verde. “A guarita, onde deveria ter um vigilante e não há, está com as paredes pichadas e em condições de abandono. O parquinho infantil que havia aqui perto da entrada do parque não existe mais, senão vestígios, como um toco que sobrou da gangorra e a guia do meio-fio que o circundava”, relata, acrescentando que boa parte do alambrado que cercava o Parque JK (conhecido também por Parque dos Eucaliptos) foi levada por carroceiros.

Ao longo dos cinco anos em que se dedica ao parque, Osmar disse já ter plantado cerca de 600 árvores de espécies do cerrado. Destas, segundo ele, só sobreviveram a atos de vandalismo não mais do que 150.

Classificou como ‘descuidada e indiscriminada’ a recente roçagem feita este ano por uma empresa terceirizada pela Novacap. “As mudas destruídas tinham entre 50 e 60 centímetros. Eram das espécies ipês, aroeiras e ingá. Infelizmente, essa roçagem foi feita num domingo, quando não estava por aqui para impedir”, lamenta.

Disse que já denunciou o fato ao Instituo Brasília Ambiental (Ibram), que repassou a reclamação à Novacap, que por sua vez prometeu realizar o replantio das mudas destruídas. Mas até o fechamento desta edição, não havia nenhum sinal de novas mudas no local.

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