Guará – Obra lenta e mal sinalizada na Colônia Agrícola Águas Claras transforma pista em caminho ‘off road’

Sinalização é precário e empresa responsável não teria tomado precausões para evitar lamaçal

Uma obra para canalização de águas pluviais, sem placa para identificação de valores e técnicos responsáveis, uma norma da legislação atual, está trazendo inúmeros transtornos à comunidade da Colônia Agrícola Águas Claras, no Guará II. A reportagem do Blog do Amarildo chegou a anunciar que a obra seria um trabalho (obra) orçado em R$ 29,578 milhões e com prazo de entrega em 21 de dezembro deste ano. O serviço seria a  implantação de redes públicas e ramais de redes de esgoto a serem  instaladas na via que corta vários condomínios que ficam no setor Colônia Agrícola Águas Claras, no Guará II, com responsabilidade da Caesb. Isso porque nas redondezas uma única placa que anuncia obra está colocada próximo à linha férrea, perto de onde fica o canteiro de obras. Mas após questionamentos à Caesb, o órgão negou qualquer responsabilidade sobre a obra, e disse que a tal placa anunciava outra obra já concluída, e que a placa seria retirada nos próximos dias.

Sinalização é precário e empresa responsável não teria tomado precauções para evitar lamaçal

Enquanto isso, moradores de vários condomínios ‘cortados’ pela avenida principal da Colônia Agrícola Águas Claras convivem com uma imensidão de barro, buracos ou poeira, além de muita dificuldade para transitar no local. Após ser confundida pela placa da outra obra, a reportagem do Blog do Amarildo foi informada na última quinta-feira (10), que os trabalhos são de responsabilidade da Novacap, e que a Caesb não tem qualquer responsabilidade pela obra. A reportagem enviou nesta sexta-feira, questionamentos à Novacap, sobre a situação da obra. Assim que o órgão responder, atualizaremos a reportagem.

Enquanto isso muitos reclamam da péssima sinalização, atalhos malfeitos, barro aos montes ou poeira, a ponto de quase impedir a entrada de moradores em seus condomínios. “Durante a noite, não há sequer luzes sinalizando os buracos”, reclama um morador.

Buracos enormes estão expostos há dias e a sinalização  é precária. A noite não há iluminação auxiliar

A comunidade local reclama da morosidade da obra. Segundo ela, a construção da rede de águas pluviais constantemente é interrompida desde que começou em novembro passado. Mas, segundo a prefeitura do bairro, encabeçada por Tânia Alves, a obra teria parado somente no período de recesso das festividades de final de ano, em dezembro de 2018 e voltado dia 8 de janeiro de 2019.

A reportagem do Blog do Amarildo esteve na última quarta-feira (9)  e também na sexta-feira (11) por lá e viu no canteiro de obras 6 retroescavadeiras e 2 caminhões basculantes que estão sendo empregados nos serviços. Muita terra já foi retirada e verdadeiros monturos formam pequenas colinas à beira da via que passa entre os condomínios da Colônia Agrícola Águas Claras, que faz parte do bairro Bernardo Sayão. Os grandes acúmulos de barro levam a supor que se cair um temporal toda a terra descerá para a avenida, e que poderá acarretar sérios problemas para o tráfego e aos condomínios situados à beira da via. E essa tem sido a reclamação de muitos moradores: barro entrando rua adentro nos condomínios, impedindo inclusive acesso de carteiros e entregadores.

Entrada dos condomínios foram tomadas por barro quase que diariamente

Lentidão preocupante

Os moradores e comerciantes da localidade reclamam da morosidade da obra. “Nas últimas chuvas que caíram em dezembro não dava para passar por aqui. Até mesmo eu que ando de bicicleta, seja para escola ou para o treino na escolinha de futebol tive bastante dificuldade para transitar”, queixa-se o estudante Victor Hugo Amorim, residente na chácara 15 do setor.

Victor Hugo Amorim: “Durante as chuvas que caíram em dezembro não dava para passar aqui”

O Blog do Amarildo constatou que o tráfego está bastante prejudicado com as crateras formadas pelas escavações no meio da pista, que, mesmo com a sinalização precária para alertar sobre os desvios, tornam até perigosa a circulação dos condutores de veículos, que tem que estar bem atentos, pois a via é bem movimentada. Há buracos imensos no meio da avenida, alguns ficam há dias sem uma devida sinalização ou algo que possa evitar um acidente.

Brita em canteiro de obra próximo à avenida: nenhuma proteção e reclamação de pedras na pista quando chove

A lentidão da obra, embora não tenha sido comprovado atraso,  agrava a situação dos moradores e o prejuízo financeiro de comerciantes estabelecidos à margem da estrada. Para Nonato Coelho, morador do Condomínio Pôr do Sol, na chácara 11, diz que as pessoas não podem nem andar a pé na região. “As correspondências que ficam na caixa de correios da portaria acabam ficando empoeiradas e deterioradas”, reclama.

Alguns trechos estão quase intransitáveis

Os comerciantes já estão contabilizando os prejuízos. O funcionário Agilson Portilho de um lava jato, longe de estar feliz com a poeira e a lama, diz que o centro estético automotivo não vem colhendo frutos com a situação propícia. Segundo ele, poucos têm recorrido à lavagem de seus carros cujos valores oscilam entre R$ 10 e R$ 40.

Entrada dos condomínios estão imundas de poeira e lama

Outro que reclama da situação é Ubiratan Pereira, dono de uma distribuidora de bebidas. Diz que a obra tem atrapalhado os seu negócio, que, de acordo com ele, caiu em 20% o movimento. Tiago Luiz também reclama que o movimento em sua oficina automotiva registrou queda de 70%.

Maioria é a favor da obra pelos benefícios que trará, mas reclama da demora, o que acarreta prejuízos imensuráveis para o comércio local.

O Blog do Amarildo falará com a Assessoria da Caesb, responsável pela obra, nesta quinta-feira (10) para ouvir a versão do órgão.

ABAIXO , VISUALIZE EM VÍDEO PARTE DA OBRA

 

 

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