GUARÁ- Sem água há três meses, vestiários do campo sintético da QE-38 é alvo de reclamações

Por Danillo Neves

Construído com objetivo incentivar a prática esportiva e reunir os amantes do futebol, o campo sintético da QE-38 vem deixando a desejar quando o assunto é manutenção. Há três meses a água que abastecia o campo foi cortada prejudicando cerca de 150 alunos que treinam por lá três vezes por semana, além de jogadores que disputam campeonatos no local.

Júlio Gonçalves explica que a falta de água prejudica toda a preparação dos garotos

Júlio Gonçalves, que faz parte da diretoria da Associação Gálaticos FC conta que o corte de água veio sem nenhum aviso prévio, pegando a todos que frequentam o lugar de surpresa. “A Caesb veio até aqui e cortou a água alegando que irrigávamos o gramado, mas como todo mundo sabe o campo da QE-38 é sintético”, conta.

Gonçalves ressalta que essa situação acaba por prejudicar todos os trabalhos que deveriam ser feitos no local. “Não conseguimos manter os vestiários limpos, não podemos dar descargas, os meninos não conseguem tomar um banho após o jogo, é muito complicado, não temos água nem pra fazer gelo, que é algo indispensável quando alguém se machuca dentro de campo”, desabafa.

A reportagem do Guará HOJE/Cidades e do Blog do Amarildo estiveram presentes no local e puderam constatar que a situação por lá é precária. Os vestiários se encontram sujos, o mau cheiro pode ser sentido do lado de fora. Até um bebedouro que antigamente era usado para matar a sede dos alunos foi desativado devido à falta de água. Buscando uma alternativa para driblar o problema, os alunos trazem garrafas pets com água de casa.

Fernando Vinicius dos Santos, de 17 anos é um dos alunos da Associação Gálaticos FC, ele conta que os treinos estão se tornando cada vez mais difíceis devido ao problema “Treinamos toda segunda, quarta e sexta e está ficando bastante complicado, precisamos nos hidratar e não tem outra alternativa a não ser trazer água de casa. As vezes a água que trazemos acaba e nossos professores precisam sair pedindo de casa em casa” ,conta.

Entramos em contato com a Administração Regional do Guará que se comprometeu apurar o problema junto à área responsável. Entretanto até o fechamento desta matéria não foi dado nenhum posicionamento sobre os problemas apresentados por essa reportagem.

 

Fotos: Amarildo Castro

 

GALERIA

O bebedouro foi desativado e agora está guardado em um dos vestiários
A água para os treinos é armazenada em recipientes
O local sofre há 3 meses com a falta de água
A saída encontrada pelos alunos é trazer água de casa em garrafas pets
A sujeira está tomando conta dos banheiros devido a falta de água

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