Há seis dias fumaça sufoca moradores da Vila Hípica do Jockey Club

O cenário é desolador. Não bastasse a situação de abandono do Jockey Club, que declarou falência há mais de dez anos, o que restou por ali foram algumas atividades (maioria irregular) e uma vila de moradores, que também não tem documentação definitiva. Como não bastasse, um incêndio que consumiu grande parte da vegetação nativa, o Cerrado, atingiu em cheio a comunidade da vila.

Como o local ainda preserva parte da característica original, a criação de cavalos, e isso traz resíduos orgânicos, esses mesmos resíduos também foram incendiados, e desde então, a fumaça paira sobre o local, estendendo também sobre os moradores do Lúcio Costa, bairro do Guará.

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Situação está prejudicando também pessoas que trabalham com animais
Maricleia Nogueira, moradora do Lúcio Costa
Maricleia Nogueira, moradora do Lúcio Costa reclama da poeira e fuligem

Na última terça-feira, após denúncia de uma moradora, a Reportagem do Blog do Amarildo esteve no local e constatou a cena que tanto preocupa os moradores da Vila Hípica do Jockey Club e moradores do Lúcio Costa. “É horrível, já faz uma semana que a gente não dorme direito, os moradores sofrem com esse problemas há semanas, principalmente crianças e idosos”, afirmou a líder comunitária do bairro Lúcio Costa, Maricleia Nogueira. Ela ainda reclama da poeira em frente ao Lúcio Costa, que acumula com resíduos de queimada.

Um tratador de animais que trabalha na vila, e que preferiu o anonimato informou que a situação dos incêndios não é nova, e toda vez que isso acontece eles perdem dinheiro porque o material que hoje continua queimando é usado como esterco orgânico, e que cada caminhão é vendido por R$ 150 reais. “Só nesse monte aí em chamas (indicando o material queimado), estamos perdendo pelo menos mil reais”, disse.

O tratador ainda informou que no dia do último incêndio teve que soltar todos os animais para que não morressem sufocados pela fumaça. Lembrou ainda que a situação prejudica diretamente todos os moradores do local.

O Blog do Amarildo entrou em contato com o 3º Agrupamento de Bombeiros Militares, que fica no SIA. A corporação informou que esteve nesta tarde de quarta-feira (22/6) após tomar conhecimento da situação. Por telefone, a corporação acrescentou que apagar o esterco que está queimando é inviável, e que orientou os tratadores a estocar o material em local mais distante das casas, para evitar esse tipo de problema.

traira junho 2016

 

 

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