Lideranças do Guará se mobilizam contra a construção da Transbrasília

rp_linha-300x237.jpgAnunciado como uma das principais promessas de Parcerias Publico-Privadas (PPP) pelo governo de Brasília, o projeto da Via Interbairros, rebatizado de Transbrasília, recebe críticas de entidades de preservação, arquitetos e ambientalistas. No Guará, lideranças marcaram reunião com o deputado distrital Rodrigo Delmasso (PTN) para apresentar os principais questionamentos da proposta nesta sexta-feira (26).

Uma das reclamações seria o “inchaço” populacional da cidade, com a possiblidade de novos edifícios residenciais, principalmente em áreas do Parque Ecológico Ezechias Heringer. Mas, a maior preocupação do grupo que se opõe a criação da via no Guará, seria o lucro das empreiteiras nos terrenos incluídos no decreto em relação aos custos do investimento.

A proposta prevê a criação de uma pista expressa entre o Plano Piloto e Samambaia, mas que passa pelo Guará e Águas Claras. O atual governo pretende pagar o consórcio vencedor da licitação com terrenos residenciais e comerciais às margens da via. A obra foi orçada pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos em aproximadamente R$ 1,4 bilhão.

O impacto ambiental, com o escoamento do esgoto, nas proximidades do Córrego Guará também está entre as principais críticas da iniciativa, além o percurso da via, que corta área de preservação do Parque do Guará.

“A inclusão da área atrás da QE 17 no trajeto é suspeita. Os terrenos são muito valiosos comparados aos custos da obra”, afirma uma das lideranças, que preferiu não se identificar.

Idealizado no governo de Joaquim Roriz há quase uma década como Via Interbairros, e modificado na gestão de José Roberto Arruda, em 2006, o projeto foi retomado por Rollemberg com pequenas alterações no trajeto e sob o nome de Transbrasília.

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