LUOS – Conjuntos residenciais da orla residencial do Guará podem ter prédios de até cinco andares no lugar de casas

A minuta parcial do Projeto de Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo-Luos, que está em sua segunda consulta pública desde o início de novembro e termina no próximo dia 17 de dezembro, será levada à Câmara Legislativa do Distrito Federal para apreciação, emendas e aprovação, já teve mais uma audiência no Guará, que ocorreu no último dia 29//1 e deixou muitos moradores e comerciantes preocupados com a qualidade de vida da cidade.

Como a aprovação desta nova lei atingirá todas as regiões administrativas do Distrito Federal, preservado o Patrimônio Histórico Cultural tombado pela Unesco, Brasília, o GuaráHOJECidades foi atrás de especialistas, como arquitetos, urbanistas e projetistas para ter uma diversidade de opiniões que podem ajudar aos leitores a se mobilizarem contra ou a favor da proposta. Na Câmara Legislativa ainda há tempo de corrigir possíveis distorções.

Lotes de esquina serão os mais afetados caso a nova Luos seja aprovada como está sendo discutida
Lotes de esquina serão os mais afetados caso a nova Luos seja aprovada como está sendo discutida

As tabelas e mapas colocados à disposição da população são bastante técnicas e os leigos, na realidade, ficam por fora do que realmente é importante. Para o Guará, as alterações causarão impactos futuros de grandes proporções. Ou seja, para um leigo nos assuntos, opinar sobre o número de carros e estacionamentos das ruas, altura das edificações, coeficiente de aproveitamento básico e máximo, cota de soleiras entre outros termos específicos é quase que impossível. Para se ter uma ideia, apenas 30 pessoas participaram da audiência do Guará, em uma população que já ultrapassa de 150 mil pessoas.

Acontecerão surpresas quando um morador sair de sua casa em direção à saída de seu conjunto residencial e se deparar com edifícios de até cinco andares na sua rua, se for liberada para comércio os lotes residenciais das pontas dos conjuntos, de toda orla do Guará I e II, como consta da minuta da Luos. Para o projetista Wilmar Luiz da Silva, a cidade como um todo vai sofrer, e muito, as consequências. “As nossas áreas verdes vão desaparecer completamente: o trânsito vai ficar mais intenso; a pistas de cooper e de ciclistas vão ser prejudicadas; as redes de água, esgoto, energia ficarão ainda mais sobrecarregadas; serão construídos inúmeros prédios de 4 ou 5 pavimentos com não sei quantos apartamentos a mais. Ou seja, o planejamento vai para o espaço. Mesmo para minha área de arquitetura, onde teremos mais trabalhos não é viável. É um preço muito alto que pagaremos”, esclarece Wilmar.

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