Márcia de Alencar assumirá pasta da Mulher e Igualdade Racial no Governo de Brasília

Zuleika Lopes – As pressões para a troca de comando na Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social foram intensas nos últimos meses, e na última segunda-feira, 27, o governador Goldemberg anunciou a troca de comando na pasta. Saiu Márcia de Alencar e entrou Edval de Novaes Oliveira Júnior, policial federal que já atuou na segurança pública do Rio de Janeiro.

Márcia de Alencar, que foi a primeira mulher a assumir a pasta da segurança no DF, afirma que tudo foi conversado e pactuado, e que, por isto    continuar a fazer parte da equipe de Rollemberg. Vai atuar mais focada na Paz Social como secretária adjunta de Políticas para as Mulheres, igualdade Racial e Direitos Humanos e bem próxima dos movimentos sociais.Com o governador já ventilou a possibilidade de desmembrar a pasta de Desenvolvimento Social que está agrupada com a do Trabalho e da Mulher, em breve, Márcia de Alencar poderá deixar de ser adjunta para ser titular da pasta da mulher.

Foram 15 meses à frente da SSP-DF e, entre seus avanços está a redução do número de homicídios, que em 2016 fechou o ano com o menor número em 23 anos. Durante sua permanência a confusa relação entre a Polícia Militar e a Polícia Civil se aprofundou em crises internas que foram sentidas pela população. A PMDF ganhou o direito de lavrar o termo circunstanciado, o que já facilita o andamento do processo junto aos tribunais das regiões administrativas, antes só realizado pela Polícia Civil. Diversas delegacias tiveram seus horários e dias de funcionamento reduzidos e a sensação de insegurança cresceu.

Diversos avanços foram sentidos no sistema carcerário. No DF, não ocorreu rebeliões nos presídios, como em outros estados no início de 2017, graças a implantação de sistemas de visitas on line e aumento do número de vagas no presídio feminino da Colmeia, localizado no Gama. No Programa Viva Brasília- Nosso Pacto pela Vida, articuladores sociais foram preparados para servir de interlocutores entre a segurança pública e a comunidade. A ideia é que eles identifiquem os problemas relacionados à segurança pública de cada localidade e, dessa forma, auxiliem a Secretaria na elaboração de programas prioritários.

Mapeamento

Dentre as atribuições dos articuladores está a missão de fazer um mapeamento nos territórios, identificando problemas pontuais de cada cidade. “A falta de uma poda de árvore e iluminação pública, uma quadra de esportes abandonada ou mesmo um ponto de tráfico de drogas. Estas são algumas situações que podem contribuir para o aumento da criminalidade”, exemplificou a então subsecretária Andréia Macêdo.

. (Foto de Toninho Tavares/Agência Brasília)

 

 

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