ENTORNO – Marcus Vinícius pode ser o fiel da balança nas eleições a prefeito de Valparaíso

Considerado por todas as lideranças políticas em Valparaíso de Goiás como o nome que pode vir a decidir o jogo político na virada final na disputa pela prefeitura do município, Marcus Vinícius, que ainda não se definiu como pré-candidato do PSD (o mesmo do deputado federal Rogério Rosso, pelo DF), é um dos principais opositores do governo de Lucimar Nascimento (PT).

Apesar da sua pouca idade, o advogado Vinicius, 28 anos, tem se destacado como uma das grandes promessas no cenário político local. Ele tem até o dia 20 de julho para decidir suas pretensões no tabuleiro político que vem se desenhando no panorama local.

Em seu currículo, constam três pós-graduações, sendo duas em Direito do Trabalho e outra em Direito Previdenciário, e uma em Gestão Pública, todas feitas pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Mineiro de Riachinho, chegou a Valparaíso em tenra idade em 1990; tendo atuado em Brasília como advogado.

Em meio a essas expectativas, o atual vereador falou, no último dia 25, ao Blog do Amarildo, sobre suas aspirações políticas.

 

Blog do Amarildo – Por que sua chapa com o vereador Pábio Mossoró não se confirmou?

Marcus Vinícius – O Pábio (vereador pelo PSDB e um dos pré-candidatos à prefeitura, e que tem apoio da ex-prefeita Lêda Borges) é um grande amigo e constituímos uma relação muito boa. Quando despertou o sonho de se administrar a cidade, pois Valparaíso precisa crescer, surgiu a opção de se formalizar essa chapa, que acabou não se concretizando, não fechei as portas nem para ele nem para o PSDB. Não tenho nada contra o Pablo. Torço por ele. Estamos projetando uma política pública para a cidade, pois do jeito que a cidade está sendo conduzida o processo político não tem nada a ganhar. A minha ideia é formar um grupo que conduza esta cidade para que ela volte a respirar.

Blog do Amarildo – No seu entendimento, quais são os pré-candidatos que mais se destacam?

O Pábio Mossoró, que tem a Lêda Borges como madrinha; Afrânio Pimentel (PR), que tem três mandatos como vereador e um aspecto financeiro favorável para gastar nas eleições; a Ângela Pessoa, cujo pai dela é ex-prefeito; tem um candidato hoje no Executivo que tem a máquina nas mãos. Bom, eu não tenho a máquina, padrinho político nem dinheiro para gastar em eleições. O Reis também busca reunir um grupo forte. Eu tenho, sim, um sonho em ver essa cidade crescer. O que hoje se vê é o fatiamento da prefeitura para ganhar as eleições. O que tenho é um projeto político sem fatiamentos, voltado à população. Por isso meu nome também está à disposição do meu partido.

Blog do Amarildo – como ficam as pré-candidaturas diante da situação financeira atual do município?

Não adianta achar que virá alguém para a cidade com uma varinha mágica para resolver os problemas da cidade. Política não se faz assim, somente despejando-se dinheiro. Se ocorrer isso de novo, vai continuar mais quatro anos do mesmo jeito. Valparaíso não pode errar de novo, senão a cidade vai passar mais quatro anos no retrocesso.

Blog do Amarildo – Dos oito pré-candidatos, o que vai sobrar de todas essas composições no final?

Acredito que a eleição vai se resumir a quatro candidaturas, dependendo do posicionamento do PT (partido da atual prefeita). Dependendo disso, pode chegar a cinco, não passando disso, de três a cinco. Da última vez, houve polarização entre a Lêda e a Lucimar. Tivemos dois outros bons candidatos, mas que não tiveram votação expressiva. Então, creio em três com condições de ganhar a eleição, as outras duas mais para fazer barulho.

Blog do Amarildo – Uma dessas cinco candidaturas poderá ser a sua?

Eu trabalho para ser a minha. Eu sei que está muito perto, mas eu não queria dizer que é a minha, porque primeiro nós temos que viabilizar esses grupos partidários com quem temos dialogado muito, como o PSB, PPS, PDT, PSD, DEM, PEN e mais um ou dois partidos, o PSC também, que têm condições de caminhar com a gente. Nós temos hoje seis partidos que têm uma conversa definida para lançar um nome para que nós possamos ter um compromisso desses partidos com a cidade.

Blog do Amarildo – Como adversário político da prefeita Lucimar, qual foi o maior erro que a prefeita cometeu durante sua gestão?

O maior erro que a prefeita cometeu é o mesmo que os pré-candidatos a prefeito estão de cometendo hoje no jogo político; ou seja, o de fatiar a prefeitura através da composição e acordo ao entregar secretarias como feudos. Além disso, permitiu que muita gente do DF ingressasse em seu governo, não tendo pulso firme para cortar isso. Hoje, para ganhar as eleições muitos estão fatiando a prefeitura e criando uma gordura política de forma que possa disputar as eleições, esquecendo-se que Valparaíso vive uma situação calamitosa.

Frase Marcus

Blog do Amarildo – Na gestão da Lêda, a receita do município era bem maior por conta da construção de imóveis, o chamado imposto de imóveis. Isso foi reduzido mais da metade. O que fazer no próximo mandato para equilibrar essas contas, sem que seja preciso se recorrer a governo federal, DF ou a Goiás?

Assim como Valparaíso, outros municípios vivem uma situação muito difícil, porque a receita própria é muito pequena, logo você não consegue administrar a cidade só com esse tipo de receita. Dessa forma, dependemos sim do Governo Federal, estadual e do DF. Sem isso, nenhum prefeito vai conseguir fazer nada. Então, o primeiro passo é reduzir cargos comissionados, acabar ou reduzir com os aluguéis dos prédios oficiais. Nós temos que viabilizar uma maneira de gerir nossa cidade de forma mais econômica.

Blog do Amarildo – A Lucimar é aliada da Dilma, pois ambas são do PT, mas adversária do governador Marconi Perillo (PSDB-GO). Como fazer para administrar isso, já que atual prefeita não conseguiu muitos recursos do governo federal e muito menos do governo de Goiás?

A Lucimar foi irresponsável pela maneira como ela conduziu a campanha dela. Primeiro, porque ela não tinha o governo estadual ao lado dela e ela sabia que ia enfrentar muitas dificuldades. E para suprir a falta do governo estadual, ela disse que a Dilma ia estar aqui, colaborando com seu governo. Nós sabemos que a presidente não conseguiu nem segurar o mandato dela. O erro dela (Lucimar) foi se amparar no governo Dilma, que não veio aqui para dar seu respaldo às promessas feitas à população. Se ela tivesse tido uma atitude coerente não estaria vivendo uma situação como a atual.

Blog do Amarildo – Já que não há recursos, o que fazer pela população carente como a do Céu Azul, Guaíra, Paissandu no primeiro ano de governo, para atender essa camada da população?

Como pré-candidato a prefeito, o principal projeto que tenho para a cidade é a geração de empregos e renda. Se você gera emprego e renda na cidade, você gira dinheiro. Com emprego aqui, a população consome aqui. Então, geração de emprego e renda é muito mais importante do que saúde, infraestrutura e educação. Eu digo isso porque a cidade depende muito de Brasília por causa do emprego do que de serviço. Tem gente que sai do DF para se consultar aqui. O trabalho traz cidadania, dignidade.

Blog do Amarildo– De que forma o Sr. Geraria empregos?

MV – Eu tenho um projeto na Câmara de Valparaíso que incentiva a compra e o pequeno negócio, o Alvará Rápido. Muitos querem abrir o seu próprio negócio, mas esbarra na burocracia. A ideia é de abrir seu negócio em 24 horas, com isenção de impostos nos primeiros 60 dias, dando-se um prazo de seis meses para que o empreendedor comprove a condição de ter o seu alvará.

Blog do Amarildo– Qual o seu recado para a comunidade?

Não tenho padrinho político nem dinheiro para campanha. O que tenho é só sonhos políticos para a cidade e projetos. É possível construir política pública para o município. Vejo que nós temos condições de gerir Valparaíso. Lideranças locais apoiam nossa pré-candidatura. Por isso vejo que temos que trabalhar por Valparaíso. O nosso grupo quer tornar a cidade em um lugar ideal para se viver.

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