MEIO AMBIENTE – Lideranças voltam a cobrar melhorias para o Parque do Guará

Em reunião realizada na noite do último dia 16, no auditório da Faculdade Icesp, mais uma vez serviu de local para encontro de lideranças comandadas pelo Conseg (Conselho de Segurança do Guará), para discutir os problemas relacionados ao meio ambiente, principalmente o que vem acontecendo no Parque Ezechias Heringer.

A organização do evento partiu do coordenador do curso de Direito da instituição universitária, João Marcelo Dantas e do presidente do Conseg, Antonio Sena. Na condição de convidados, estiveram presentes o administrador da cidade, André Brandão, e representantes do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e Agefis.

Durante os debates, pelo menos 20 pessoas se revezaram ao microfone para fazer reivindicações e criticar a falta de ações para preservar a reserva. Uma das críticas mais duras partiu do estudante de Direito Victor Murilo. Ele criticou duramente a mudança de destinação da Área 27 A, cujo projeto foi aprovado recentemente pela Câmara Legislativa do DF.

Para Murilo, a futura venda da área não irá trazer nenhum ganho para o Guará e representará apenas mais um inchaço populacional e verbas para os cofres do governo, para pagar contas que nada tem a ver com o meio ambiente.

Cobrou dos deputados distritais (todos ausentes no evento) maior transparência e aprofundamento na discussão do tema antes mesmo de ter virado lei, à revelia dos interesses da comunidade. Outros miraram suas baterias na questão da preservação das nascentes do parque, hoje bastante comprometidas.

Nilza Cirico, moradora da QI 5, lembrou que a Caesb pretende retirar água potável do Lago Paranoá para consumo. “Como vão tirar água do Lago se estão destruindo as suas nascentes?”, questionou.

Além das cobranças por preservação, lideranças locais pressionaram os representantes do Ibram e o administrador André Brandão para garantir mais segurança para quem mora perto do Parque Ezechias Heringer. A maior reclamação partiu de residentes QI 9, onde estaria ocorrendo tráfico de drogas devido à invasão no parque.

O sumiço da cerca que protege o parque também foi lembrado durante a reunião. Aliás, o assunto foi matéria de destaque na última edição do Jornal GuaráHOJE/Cidades.

Após os debates, o administrador do Guará garantiu que, dentro de suas possibilidades que o assunto lhe compete, a administração regional está tomando providências para remoção dos invasores. Acrescentou que em contato com fiscais do Ibram e da Agefis estão elaborando um planejamento que deverá ser de forma sistemática, visando à melhoria e retirada de novas invasões, bem como de outras ações em benefício do Parque Ezechias Heringer.

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