Modernização do Metrô-DF vai reduzir tempo de espera nas estações

A promessa é de que neste ano, o Metrô do DF, após mais de 20 anos de espera, seja modernizado e ampliado. O projeto prevê tirar do atraso o sistema em que hoje se debate por meio da substituição de componentes obsoletos, melhoria de comunicação entre os trens e o centro de controle, melhoria do sistema elétrico, como os mecanismos de proteção contra quedas de energia e a revitalização de subestações retificadoras de energia (que a recebem em alta tensão e a rebaixam para baixa tensão), o que poderá acabar com os atuais apagões.

Essa será a primeira grande modernização desde o início da construção do Metrô-DF, na década de 1990. “O nosso desafio será a logística de implementação das melhorias, com a linha em operação e sem que o usuário seja afetado”, aposta a diretora técnica da empresa pública, Daniela Diniz.

As alterações serão aplicadas ao longo dos 42 quilômetros de trilhos. Elas serão executadas nas madrugadas, quando os trens não rodam.

O valor a ser desembolsado pelo governo federal é de R$ 333,2 milhões. A etapa de modernização do sistema consumirá o valor total de R$ 129 milhões, sendo R$ 112,6 milhões de Orçamento Geral da União e R$ 16,3 milhões de contrapartida do Distrito Federal.

No trecho da região administrativa de Samambaia, – maior beneficiada pelo projeto – deve haver investimento total de R$ 186,5 milhões, sendo R$ 162,8 milhões da União e R$ 23,6 milhões de contrapartida. Está prevista a expansão da linha em aproximadamente 3,7 quilômetros, com duas novas estações, ciclovia e viadutos rodoviários.

Há ainda a previsão de construção de um novo viaduto em Brasília, entre o Parque da Cidade e o setor Sudoeste, com investimento total de R$ 17,6 milhões, sendo R$ 13,8 da União e R$ 3,8 milhões de contrapartida.

Entre as melhorias técnicas, está a de reduzir o intervalo entre um trem e outro — hoje de 3 minutos e 35 segundos de segunda a sexta em horários de pico.

Assim, o custo total das mudanças na Linha 1, que liga a estação Central à Ceilândia e Samambaia, considerando repasse e contrapartida, será de R$ 129.012.090,46.

O repasse da União inclui a construção de duas estações em Samambaia. Tecnicamente chamadas de Estação 35 e Estação 36, elas custarão R$ 186.562.045,19. Desse total, R$ 162.894.792,05 se referem ao dinheiro da União e R$ 23.667.253,14 à contrapartida do governo de Brasília.

A Estação 35 ficará próximo à Quadra 111 de Samambaia, onde estão uma escola classe e uma feira livre. A Estação 36 será instalada na Quadra 117, nas proximidades da Vila Olímpica Rei Pelé e do Centro de Atenção Integral à Criança (Caic) Ayrton Senna.

Um trecho plano entre a Estação 33, a última construída em Samambaia, e a Estação 35 ficará reservado à implementação da futura Estação 34. Ela não está prevista na expansão anunciada nesta semana e sairá do papel quando houver  maior demanda urbana na região.

 As duas estações a serem erguidas contarão com elementos de acessibilidade, como rampas, piso tátil, aviso sonoro, escadas rolantes e elevadores.

Ainda neste semestre, as obras de finalização começam nas estações 106 Sul, 110 Sul e Estrada Parque. Também haverá licitação para adequar a Estação Arniqueira, terceira com o maior fluxo de passageiros e que ainda não tem escadas rolantes.

O governo de Brasília busca recursos para concluir as estações inacabadas e sem atender à população desde 1992 – ano do início da construção.

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