Morador de rua estabelece moradia há dois meses em praça no Polo de Moda

abreQuem passa por ali estranha. Num primeiro momento parece um monte de lixo dentro da praça. São cadeiras, um colchão, panelas, pratos e alimentos, boa parte deles já em decomposição, muito provavelmente recolhidos em lixo de supermercados do Guará.

O cenário estranho e atípico é a nova casa de um morador de rua. Sem ser incomodado por autoridades locais e por nenhum tipo de agente social na cidade, Wagner Jardim, de 42 anos vive entre sua estranha casa dentro da praça e de intervalos nas ruas da cidade, fazendo algum pequeno bico e recolhendo materiais, muitos deles, usados para “incrementar” sua moradia. Parte desse material são os próprios alimentos, que ele mesmo cozinha, em fogo que mais se parece com uma fogueira, abastecido com lenha e gravetos colhidos por perto de onde estabeleceu sua moradia.

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A estranha história do homem, que veio da QE 32, no Guará II, depois de brigar com um irmão e deixar emprego no GDF (segundo ele ajudava confeccionar carnês de IPTU) há cerca de dois anos, contrasta com um problema comum no Guará: o aumento repentino de moradores de rua. Várias praças da cidade estão tomadas por eles, e nos últimos meses, quase nada foi feito para mudar a situação.

Nas últimas semanas recebemos várias ligações de moradores indignados com a situação e a falta de ações do governo para evitar que pessoas morem na rua.

Fogão é transformado em labaredas para a cozinha improvisada
Fogão é transformado em labaredas para a cozinha improvisada
Cenoura e legumes em estado crítico são encontrados na panela do homem
Cenoura e legumes em estado crítico são encontradas na panela do homem
Alimentos são recolhidos em portas de supermercados
Alimentos são recolhidos em portas de supermercados

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