Moradores têm oportunidade de debater a Luos no Guará neste sábado, 24

O anteprojeto de Lei do Uso e Ocupação do Solo-Luos, que tem por objetivo definir novos parâmetros urbanísticos e de infraestrutura nas regiões administrativas que compõem o Distrito Federal, volta a ser debatida no Guará no próximo dia 24 de junho, sábado, das 9 às 12 horas no auditório da Administração Regional, na modalidade consulta pública.

Para se tornar uma lei, terá que passar pela aprovação da Câmara Legislativa, onde, também, será possível realizar alterações até a aprovação final. No Guará, lideranças e prefeituras comunitárias, prometem não dar trégua visando a manutenção da qualidade de vida que ainda é preservada pela comunidade local. Qualquer pessoa pode participar. Um dos pontos críticos na Luos, é a possível permissão para que as casas nas pontas dos conjuntos residenciais na orla do Guará II da Avenida Contorno possam ter construções para abrigar comércios.

Um abaixo-assinado está percorrendo a cidade em busca de adesão para impedir a concretização da permissão, o que poderá ter impacto no trânsito dos conjuntos e na área verde que circunda toda orla do Guará. Alertam os contrários à proposta que não existe estabelecimento comercial sem locais de estacionamento. Ou serão retiradas as árvores e gramas ou os consumidores estacionarão em cima do gramado. O caos seria grande. A reportagem do GuaraHoje já fez várias reportagens sobre o tema e ouviu arquitetos renomados no Distrito Federal, como os arquitetos e urbanistas Ivelise Longhi e o deputado Roney Nemer. Os dois foram contrários à mudança de destinação dos lotes de pontas de quadras no Guará.

“Será um grande esforço de nossas equipes técnicas e de apoio, mas nossa meta é levar ao conhecimento dos cidadãos as propostas e coletar contribuições, com uma gestão participativa e de construção coletiva”, avalia o secretário de Gestão de Território e Habitação, Thiago de Andrade.

Segundo a subsecretária de Gestão Urbana, da Secretaria de Gestão do Território e Habitação, Cláudia Varizo, as consultas públicas presenciais direcionam o debate. “Equipes técnicas mostrarão as implicações da Luos para aquele núcleo urbano. O debate fica direto e específico.”

As consultas integram o Brasília Cidadã, programa que visa aproximar governo e sociedade. “Por meio da gestão participativa, fazemos a discussão chegar às regiões administrativas contempladas no projeto”, explica o secretário adjunto das Cidades, Tiago Coelho.

O governo já promoveu duas audiências públicas e três consultas virtuais e criou uma câmara temática, no âmbito da Secretaria de Gestão do Território e Habitação, com integrantes da sociedade civil.

Ficam de fora Candangolândia, Cruzeiro, Octogonal/Sudoeste e Plano Piloto, por integrarem o conjunto urbanístico do DF. Fercal, Itapoã e Vicente Pires também não receberão os encontros, pois o processo de regularização dessas três regiões não está finalizado.

 

Com informações da Agencia Brasília

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