Notificações na Feira do Guará surtem efeito, mas dinheiro arrecadado ainda é pouco para religar água

Por Amarildo Castro – Após intensa repercussão sobre o corte de água por parte da Caesb na Feira do Guará recentemente, e a criação de um grupo especial de trabalho para tratar do tema, coordenado pela Administração do Guará, ao menos um ponto positivo já pode ser comemorado pela Ascofeg, a associação responsável pela gestão do local. Parte dos feirantes, aqueles que deviam valores de até R$ 1 mil quitaram suas dívidas com a administração do local, o que gerou uma receita a mais. Embora não revele valores, mas o presidente da Ascofeg, Cristiano Jales, falou à reportagem do Jornal GuaráHOJECidades e Blog do Amarildo que é o primeiro avanço, mas ainda está longe do valor necessário para religar a água. Ele informou que o débito total com a Caesb chega a R$ 169 mil (já parcelado), e que para religar a água é preciso dar entrada de R$ 55 mil à estatal.

Cristiano Jales disse que trabalhos avançam, mas arrecadação ainda é insuficiente para religar a água. Porém, clientes não são prejudicados devido ao abastecimento com carros-pipa

Apesar do impasse continuar, Cristiano avaliou como muito positiva a criação do grupo de trabalho, e que está satisfeito com os primeiros resultados. Jales disse  que  uma outra parte dos feirantes, aqueles que têm dívidas maiores também renegociaram suas dívidas, e que a expectativa de receita extra nos próximos meses deve chegar a R$ 30 mil. Mesmo assim, prossegue, continua sendo insuficiente para a religação da água, e mais de 60% dos inadimplentes ainda não apresentaram proposta de parcelamento ou quitação dos débitos.

À reportagem, o gerente de feiras da Administração do Guará, Carlos Soares, informou que o grupo de trabalho, criado pela ADM para buscar uma solução no impasse sobre os atrasos de taxas na Feira do Guará está avançando bem. Segundo Carlos, 307 notificações foram feitas junto às bancas inadimplentes na primeira etapa, e que esta semana a ação continua, assim como na semana que vem. Com isso, espera Carlos, a intenção é chegar a todos os donos de bancas que estão com algum tipo de débitos com as taxas, para que possa ser feito algum tipo de acordo, e caso isso não aconteça, a Administração do Guará deve tomar novas providências. Porém, o gerente disse que os próprios feirantes já estão procurando a Administração do Guará sinalizando interesse em parcelar débitos.

Solução paliativa

Enquanto a água não é religada, a Feira do Guará continua sendo abastecida com carros-pipas para que seja feita a manutenção do local e limpeza. No entanto, alguns feirantes têm seu próprio hidrômetro junto à Caesb. O presidente da Ascofeg, Cristiano Jales afirmou ainda que os clientes que frequentam o local não são prejudicados com o corte de água, porque mesmo com soluções paliativas, a feira está sendo abastecida e os comerciantes trabalhando normalmente.

Os problemas nas feiras atingem todo o DF. No Bandeirante, infraestrutura é precária

Todas as feiras livres com problemas

Enquanto o Guará discute seus problemas com a feira local, o site metrópoles.com publicou uma reportagem completa mostrando a situação de várias feiras do DF. Em Taguatinga, por exemplo, mostrou o site, a inadimplência chega a 60% e as vendas estão muito baixas.

Além das vendas em queda, a infraestrutura de várias feiras também preocupa. No Núcleo Bandeirante, cidade onde a reportagem do Blog do Amarildo visita com frequência, o telhado está em péssimo estado, assim como quase toda a infraestrutura.

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