Falta de emprego na Região Sul do DF cria nova ‘Feira do Rolo’ entre Santa Maria e Novo Gama-GO

Por Amarildo Castro –  O local ainda não tem nome nem espaço regular. Mas já e chamado por alguns como a nova ‘Feira do Rolo’ do DF. Na verdade, parte dela atrai gente do DF, parte do Entorno Sul. O local em questão é a passagem do canteiro central na DF 290, entre Santa Maria Sul-DF e Novo Gama-GO, Por ali, sempre aos domingos pela manhã, uma multidão de ambulantes se junta no meio do gramado para vender diversos produtos, quase todos usados, bastante usados. Os itens variam de rodas de carros nacionais de qualquer ano de fabricação, especialmente os mais velhos, pneus usados, aparelhos de som velhos, sapatos desgastados, roupas de todos os tipos, eletrônicos de menor valor, cosméticos, enfim, há de tudo um pouco, especialmente produtos usados, todos, praticamente, sem nenhuma procedência, muitos, quase sem condições de uso ou muito velhos. Mesmo assim, os ambulantes se espremem no gramado em busca de possíveis clientes.

Cenas inusitadas, como pneus carecas para venda são comuns no local

Em uma passagem pelo local, a reportagem do Blog do Amarildo conversou com vários ambulantes, e ambos foram taxativos: estão ali porque estão desempregados e lutam para pagar as contas de casa, seja aluguel, material escolar ou comprar comida. Cliente do local, Carlos C. disse que compra no lugar e não se importa. “Compro aqui é para ajudar essa gente, porque sei da situação deles, todos necessitados, e qualquer produto que eu levar eu estou é ajudando eles”, cita.

As poucas árvores do canteiros central da DF 290 viram varal para roupas usadas em exposição para venda

Fagundes (só disse o primeiro nome), diz morar no Novo Gama e sua situação é crítica. “A gente sabe que pode perder tudo para a fiscalização, mas estou desempregado há dois anos, o que vou fazer, roubar?”, indaga.

A reportagem encontrou ainda um homem tentando vender uma bicicleta usada. Sem revelar o nome, o rapaz de aproximadamente 30 anos disse que tentava vender a bike infantil, que segundo ele, era do próprio filho. “Vou vender para ajudar a pagar o aluguel lá de casa, porque minha mulher já quis me deixar várias vezes por falta de dinheiro”, disse o morador do bairro Jardim Céu Azul, em Valparaíso. Mostrando os pulsos com cicatrizes, ainda revelou que já teria tentado se matar por depressão.

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