Obra malfeita e paralisada no Setor de Oficinas traz muitos transtornos a empresários

Há mais de dois meses donos de oficinas, comerciantes e moradores de chácaras do Setor de Oficina do Guará II, na Área Especial 2A, sofrem com os transtornos deixados, por conta de obra na rede de esgoto ao longo dos conjuntos A até o I, que nunca termina, e que seria para esgotamento.

Comércio local sofre com as valas abertas pela obra que está parada

Célio Beltrão, dono da Beltrão Transporte Escolar, no Bloco H, que fica à beira da via, reclama que por duas vezes a empreiteira responsável pela obra interrompeu os serviços. Segundo ele, a rede de esgoto, por ser muito antiga, já não suportava a sobrecarga de rejeitos e transbordava constantemente. “Com as chuvas deste ano, só piorou a situação, alagando os estabelecimentos comerciais. A minha loja fica completamente inundada quando chove”, diz.

Ao longo de cerca de 1 quilômetro da via que margeia a Área Especial 2A a comunidade se queixa desses problemas provenientes do entupimento dos bueiros, que chegam a levantar as tampas das bocas de lobo tal o volume dos dejetos misturados à água das chuvas.

Carlos Sousa diz que já reclamou várias vezes, inclusive para a empresa que faz a obra, mas que nada foi resolvido depois de 40 dias

Refisk Baranowski, moradora da chácara Severino Brás, denuncia que há meses vem convivendo com o transtorno. “Minha filha quase teve a perna fraturada ao pisar em falso na profunda e extensa vala que se formou pela via quando saía de casa para escola. O serviço que a empresa terceirizada vem fazendo aqui, que nunca acaba, é paliativo”, conta Refisk.

Jair Cipriano, dono da Jair Centro Automotivo, no Bloco I, denuncia que quando chove é um ‘Deus me acuda’. “A borracharia fica toda alagada e a terra acumulada no asfalto escavada do buraco que se formou rente ao meio-fio escorre para dentro da loja”, aponta ele.

A reportagem observou que, de fato, em um trecho da pista esta já desapareceu nela se formando um monturo de terra. O asfalto parece ter sido cortado perto da guia e um buraco se formou ao longo da via. Em determinado trecho, a largura e a profundidade do fosso chega a um metro.

Jair Cipriano diz que as águas das chuvas invadem sua loja por causa do obra malfeita

Outro que sofre com a obra deixada pela metade é o gerente Carlos Sousa, do quiosque Mistura Mineira, à altura do Bloco F. Ele disse que está cansado de reclamar da obra mal acabada. Segundo Sousa, a mureta que cercava seu comércio foi destruída pela empreiteira. Ele exibiu à reportagem uma gravação em seu celular em que o engenheiro responsável pela obra admitia que os serviços era paliativos, enquanto a chuva não desse uma trégua maior.

Um e-mail foi enviado à Administração Regional do Guará para que o órgão se manifestasse sobre o assunto. Até o momento, por enquanto, ainda não havia se pronunciado a respeito.

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