País inicia o ano com 12 milhões de desempregados

As Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) realizam audiência Pública Conjunta e Interativa com o ministro Armando Monteiro, sobre as diretrizes e perspectivas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para o biênio 2015-2016. E/D: Em pronunciamento, senador Wilder Morais (DEM-GO); senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

 

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na última quinta-feira (29/12) a taxa de média de desemprego no País, que chegou a 11,9%. O que corresponde a 12,1 milhões de pessoas desempregadas. Esse percentual é relativo ao trimestre de setembro a novembro de 2016, confirmando a mais alta taxa desde que o instituto começou a publicar a pesquisa em 2012.

De acordo com o IBGE, são cerca de 100 mil desempregados a mais do que no trimestre de junho a agosto, mas o resultado é considerado estável pelo IBGE. Em um ano, são 3 milhões de pessoas a mais sem emprego, um aumento de 33,1%.

Um dos defensores do emprego no Brasil, o senador Wilder Morais (PP), lamenta o resultado negativo que é, na verdade, para ele, uma fotografia de toda a economia brasileira, ainda em recessão e à espera de mudanças importantes para retomar o  crescimento.

O desemprego, de acordo com o IBGE, atinge todas as categorias profissionais. Dos mais graduados trabalhadores aos menos graduados. E na comparação com a divulgação anterior da pesquisa, (com dados do trimestre de agosto a outubro) deste ano, são 100 mil desempregados a mais.

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.).

Wilder lamenta que o ano de 2016, em relação à economia, foi um ano perdido. “Esse número de desempregados é histórico. Lamentável que muitos pais de família tenham que iniciar o ano de 2017 procurando emprego. Mas é a realidade e temos que trabalhar muito para tirar o País do atoleiro”, avisa.

O governo do presidente Temer iniciou uma série de ações que terão resultados a médio e longo prazo, mas que são fundamentais para dar segurança aos trabalhadores, investidores em geral e empresários. “Todos estamos esperando os sinais de melhoras na economia. Temos confiança de que isso vai acontecer. No Senado a minha ação será nesse sentido, de aprovar projetos e ações que possam melhorar esse quadro”, confirma Wilder.

NÚMEROS DO DESEMPREGO

No trimestre de setembro a novembro de 2016, a taxa de desemprego foi de 11,9%: no trimestre de junho a agosto, havia sido de 11,8% no trimestre de agosto a outubro, havia sido de 11,8% um ano antes (setembro a novembro de 2015), havia sido de 9%.

O número de desempregados chegou a 12,1 milhões: no trimestre de junho a agosto, havia sido de 12 milhões no trimestre de agosto a outubro, havia sido de 12 milhões um ano antes (setembro a novembro de 2015), havia sido de 9,1 milhões.

O número de pessoas com trabalho foi de 90,2 milhões entre setembro e novembro, aumento de 0,33% em relação ao trimestre de junho a agosto, ou 300 mil a mais. Em um ano, o total de trabalhadores caiu 2,1%, o que equivale a cerca de 1,9 milhão de pessoas.

RENDIMENTO

O rendimento real (ajustado pela inflação) do trabalhador ficou, em média, em R$ 2.032, alta de 0,25% na comparação com o trimestre de junho a agosto (R$ 2.027), e queda de 0,44% em relação ao mesmo trimestre de 2015 (R$ 2.041).

NÚMERO DE CARTEIRAS

O número de empregados com carteira assinada ficou em 34,1 milhões, aumento de 0,29% na comparação com o trimestre de junho a agosto, ou 100 mil pessoas a mais com carteira. Em um ano, o país perdeu 1,3 milhão de carteiras, queda de 3,7%. (Colaboração: Ascom/senador Wilder)

PUBLICIDADE

ANUNCIO ALMOÇO

 

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*