Pároco de igreja do Guará divulga nota de esclarecimento sobre acusação de pedofilia contra fiel

NOTA À IMPRENSA E AOS PAROQUIANOS

Sobre o caso envolvendo o senhor José Antônio Silva, procurado pela Polícia Civil do Distrito Federal sob a suspeita dos crimes de aliciamento e abuso de menores, sentimo-nos tão surpresos quanto os familiares mais próximos, conforme a mídia tem noticiado. Constatou-se, pelas investigações da Polícia, que a conduta do suspeito era de longa data (20 anos). Seu serviço como voluntário na Paróquia Divino Espírito Santo, no Guará II, exercendo a missão de catequista, tinha dois anos (2017-2018). Antes de se tornar catequista, passou pelo período de formação, como se faz com todos os voluntários e voluntárias, período no qual se passa a conhecer o candidato, não apenas nas dimensões intelectual e espiritual, mas também nas dimensões humano-afetiva, pastoral e da vida comunitária. No início de 2019 deixou o serviço, sem explicações. Geralmente as aulas de catequese são ministradas por dois catequistas em cada sala. Jamais, nestes dois anos de serviço voluntário do acusado, houve qualquer desconfiança, insinuação ou acusação, seja da parte dos colegas catequistas, da coordenação de catequese da Paróquia ou das crianças e familiares das mesmas.

Respeitamos o serviço valioso dos profissionais da comunicação em seu trabalho de noticiar os fatos, formar opiniões, auxiliando na busca do suspeito, mas repudiamos algumas notícias que desejam aproveitar a “dimensão religiosa” para fortalecer o fato ou criar um sensacionalismo desnecessário. Concordamos que a missão de “educador das coisas de Deus” poderia servir como um “escudo” aos crimes, gerando confiança nas famílias e às próprias crianças, mas isso não significa afirmar que os aliciamentos ocorriam dentro das salas de aula, mesmo porque haviam outros voluntários catequistas presentes.

A Paróquia Divino Espírito Santo, como tem feito desde o início das investigações, continuará à disposição das autoridades no que estiver ao seu alcance.

Que o Divino Espírito Santo ilumine a todos, inclusive o próprio senhor José Antônio Silva, para que possa apresentar-se e responder às acusações, fazendo uso de seu direito de defesa. Aos profissionais da mídia, que possam continuar sua missão com imparcialidade. Aos voluntários catequistas de todas as paróquias e outras igrejas, que este caso sirva para fortalecer esta missão tão fundamental e bonita, demonstrando a grande responsabilidade no serviço. Aos pais das crianças da Catequese, que continuem atentas para quaisquer mudanças de comportamento de seus filhos, e que continuem dialogando e interagindo sobre tudo o que eles fazem durante o dia. Procurem conhecer, também, os catequistas e educadores, participando das reuniões e dos momentos de confraternização, por exemplo. Enfim, a nós, “administradores do sagrado”, a intensificação no zelo e na formação e preparação dos educadores da fé, catequistas e animadores pastorais.

Atenciosamente,

Pe. Mário Alves Bandeira, rcj

Pároco – Igreja Divino Espírito Santo

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