GUARÁ-Polêmica sobre PPP do Cave volta a tona e lideranças já acionam o MPDF

Bastaram alguns tapumes em volta da obra inacabada do Estádio do Cave para que um enxurrada de comentários nas redes sociais com pessoas ligadas ao Guará fossem postadas. Alguns chegaram a questionar se o que foi construído até agora estaria sendo derrubado. Mas, na prática, de acordo com o administrador da cidade, Luiz Carlos Delfino, trata-se do cercamento da área e da construção de um banheiro. Já o Jornal do Guará, na edição do último fim de semana, garante que a obra voltou. Mas não deu maiores detalhes sobre o andamento da Parceria Público Privada (PPP), hoje muito criticada por lideranças locais.

A gota d`água que faltava para que o assunto viesse a tona novamente foi a interdição do Centro de Convivência do Idoso, que foi fechado para reformas. Embora o administrador do Guará Luiz Carlos Delfino afirme que a obra é temporária, e duraria um mês, isso foi o bastante para acirrar os ânimos das lideranças novamente.

Volta das obras e fechamento do CCI foram a tônica nas redes sociais no último final de semana: preocupação com a PPP

No grupo de WhatsApp Colung uma discussão acirrada entre participantes norteou as conversas do final de semana. Um dos mais descontentes com o futuro da Cave, caso seja a aprovada a PPP, Vilmar Luiz, criticou o projeto da PPP. Ele garantiu que já foi ao Ministério Público do DF denunciar a situação e fazer um requerimento para que os idosos somente deixem o CCI após a construção de uma nova sede. “Essa história de reformas no CCI é argumento para tirar os idosos de lá, e nós não vamos aceitar”, esbravejou Vilmar. Ao GuaráHOJE, Vilmar mostrou a cópia do requerimento feito no MPDF.

 

Apesar das especulações, administrador do Guará garante que idosos volta para o CCI em um mês

 

 

 

 

 

 

EM OUTUBRO PASSADO, SECRETÁRIO FALOU DA SITUAÇÃO DA PPP

No último mês de outubro, já com muita polêmica, o Jornal GuaráHoje/Cidades entrevistou na época o subsecretário das Parcerias Público-Privadas, Rossini Dias. Para que todos entendam melhor a situação, embora a entrevista não esteja atualizada, decidimos republicá-la para que a comunidade possa entender melhora a situação. Veja:

Jornal GuaráHOJE/Cidades –  Em que pé está as parcerias público-privadas do Cave?

Rossini – Já foram desenvolvidos os estudos técnicos econômico-financeiros e jurídicos do complexo administrativo do Cave, sendo que esses foram feitos de modo que um deles, chamado de Grupo 1, que compreende o kartódromo, e Grupo 2, que corresponde aos demais equipamentos como o estádio, ginásio de esporte, quadras esportivas, teatro de arena e outros que compõem o complexo.

Em outubro passado, Rossini explicou a situação da PPP do Cave

Por que dividir em dois grupos esses estudos?

Nós fizemos esses destaques porque a ideia inicial começou pelo kartódromo. Depois, conversando com o administrador da época, surgiu a ideia de desenvolver as demais áreas. Como são atividades bem distintas, a gente avaliou desde o início fazer a segmentação da mesma maneira como feito no centro esportivo do estádio Mané Garrincha, ginásio Cláudio Coutinho, ginásio Nilson Nélson e o autódromo Nelson Piquet em estudo separadamente. O governo, então, publicou um edital chamando as empresas para desenvolver estudos dessas áreas. Essas empresas apresentaram os estudos em julho. O governo avaliou esses estudos e autorizou, por meio do conselho de gestão das PPPs, a publicação do processo de licitação, que se deu a partir de consulta pública, que começou no dia 25 de setembro e que expirou em 24 de outubro pela Internet no site da Secretaria de Fazenda, a quem a Secretaria das PPPs é vinculada, tendo sido feita audiência pública no dia 10 de outubro passado no auditório da Administração Regional do Guará, com esse mesmo objetivo, ou seja, o de colher sugestões acerca do projeto. Vamos também recolher proposições de um parecer da Procuradoria do DF de forma que a gente condense esses pedidos e, após então, encaminhar o projeto ao Tribunal de Contas do DF para análise.

O que de fato será feito inicialmente na reforma do Cave?

Terminado o processo licitatório, essas empresas vencedoras, que serão as concessionárias dos futuros serviços que prestarão, cada uma em suas devidas áreas. No caso da que compreende o kartódromo, nessa área há uma pista que não permite competições nacionais e internacionais atualmente. Elas sofrerão adaptações que a coloque em condições para tais usos, como equipamentos permanentes para 1.400 pessoas, 189 boxes, dos quais 25 para apoio, 164 para locação de usuários, tudo isso conforme consta no projeto.

Comenta-se que haverá a construção de kart indoor (para aluguel de karts). Isto procede?

Sim, está previsto no projeto a construção de kart indoor, mas que servirá como uma fonte a mais de captação de receita, pois, afinal, há um conjunto de despesas e investimentos. Mas isso não quer dizer que a parte de kart indoor seja prioritário e com uso estritamente com esse objetivo. O projeto visa, ainda, abranger não só especificamente a parte esportiva, mas também no que diz respeito ao entretenimento e lazer. A bem da verdade, o projeto pretende revitalizar hoje uma área que está degradada, que ofereça serviços com padrões diferentes. No grupo 2, o ganho, acredito, será muito maior. Ao longo dos últimos anos, visitamos várias vezes essa região. Aquelas áreas estão totalmente abandonadas e a utilização dela será mínima.

Nós vimos algumas escolinhas de futebol funcionando dentro do ginásio. Então, vai haver uma ampla reformulação dessas áreas, mas que não irá prejudicar as ações que vêm sendo desenvolvidas por lá. É bom que se diga que o projeto visa contemplar a comunidade. A intenção do projeto socioeconômico é de acordo com o perfil do morador da região. É claro que o valor das mensalidades a serem cobradas futuramente pelos serviços vai respeitar as condições financeiras locais. Não teria o menor sentido se fosse diferente. A preocupação, repito, é contemplar as características locais.

Houve críticas durante a audiência pública, mas a gente entende a apreensão da comunidade. A verdade é que o projeto irá proporcionar um presente para a cidade; oferecer ao habitante da cidade um equipamento que o hoje o Guará não dispõe.

As obras do CAVE andaram paradas. O que fazer para resolver esse gargalo? O governo se compromete ainda a tocar a obra?

Continuará sendo um compromisso do Estado. Temos feito um trabalho em parceria com a Secretaria de Esportes. A nossa perspectiva é que a gente contrate essa PPPs para a concessão até meados de julho de 2018. Até lá, a expectativa é de que esse assunto seja solucionado e as obras iniciadas.

Essa PPPs impede de ser realizada quando a obra for terminada?

A licitação pode ocorrer antes da conclusão das obras. O que a gente precisa, por ocasião da assinatura do contrato, ter garantido o recurso porque o que acontece quando esses equipamentos demorar a serem informados não haja problemas que essas obras não ocorram simultaneamente.  O que a gente precisa é ter a garantia, quando da assinatura do contrato, desses recursos financeiros, porque a empresa que vencer a licitação ela tem como se comprometer a continuar a obra, o que não seria possível sem os recursos.

Concluída a obra, como se dará o uso do Cave?

É claro que se deve respeitar as características locais. Não se pode cobrar taxas de uso dos equipamentos que não sejam condizentes com a realidade local nem as que são cobradas no Mané Garrincha. Não tem como comparar essas duas realidades. Cobrar valores acima da realidade local para que ninguém use seria uma falta de bom-senso.

Em quantos anos deve durar o sistema de consórcio do Cave?

A expectativa é de 30 anos, com a garantia de que em três anos sejam feitos todos os investimentos por parte das empresas consorciadas que vencerem a concorrência.

 

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