Policiais civis descumprem ordem do MPDF e delegacias continuam sem atender 24h

DA REDAÇÃO – Policiais civis do Distrito Federal decidiram, em assembleia ontem (17), que não vão cumprir a determinação do Ministério Público do DF e da direção-geral da Polícia Civil para ampliar o número de delegacias que funcionam em plantão, 24 horas por dia. A mudança também aumentaria em 3 horas o funcionamento das outras unidades. Com isso, tudo indica que a queda de braço entre governo e policiais civis vai longe.

Nesta segunda, a categoria fez uma paralisação de 24 horas contra as mudanças. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-DF), o efetivo de policiais corresponde a 50% do ideal e, por isso, não há como cumprir a medida. “Há cerca de 5 mil policiais civis em Brasília, sendo que o ideal seria mais de 10 mil”, informou a entidade.

A paralisação deveria ser encerrada a partir das 8h desta terça, mas a categoria prometeu cruzar os braços novamente na próxima quinta (20). Em nota à imprensa, a Casa Civil do DF informou que vai adotar as medidas previstas no decreto do dia 6, que prevê corte de ponto e de benefícios a servidores que participarem de greves e paralisações.

À tarde, representantes dos policiais civis se reuniram com o governador Rodrigo Rollemberg, o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, o secretário de Cidades, Marcos Dantas e o diretor da Polícia Civil, Eric Seba. Segundo o Buriti, “o diálogo com a categoria foi retomado”.

Até dia 14 de setembro, todas as delegacias funcionavam em regime “24 horas” durante a semana. Com o impasse na negociação salarial com o GDF, os policiais civis passaram a trabalhar em horário similar ao dos fins de semana, com “centrais de flagrante”.

Isso significa que, há pouco mais de um mês, apenas 7 das 31 delegacias funcionaram sem interrupção – as outras abriam às 12h e fecham às 19h. A ordem de serviço expedida pelo diretor-geral, Eric Seba, prevê que 11 delegacias voltassem ao regime 24 horas, e as outras funcionassem de 9h às 19h (três horas a mais).

O sindicato diz que a própria direção da Polícia Civil reconhece a falta de efetivo e que, sem equipe completa, os policiais trabalham sob risco. “Grande parte das delegacias ainda estava funcionando com apenas dois agentes, sem delegado ou escrivão. Um policial fazia a função de dois ou três cargos, o que pode ser um perigo para os policiais e para os cidadãos”, diz a entidade.

No caso aqui do Guará, é a delegacia da Asa Sul que vai atender, incluindo ainda Lago Sul e Núcleo Bandeirante.

Além do aumento de efetivo, o Sindicato dos Policiais Civis pede reajuste salarial e equiparação com a remuneração da Polícia Federal. “O governo se fechou para avançar nisso, se negou a dar o reajuste. Isso é mais uma motivação [para a paralisação]”, diz.

Em nota, o Sinpol acusa o GDF de tratar “policiais civis de forma diferenciada em relação às demais forças de segurança do DF”. Por isso, a categoria pede o recebimento de auxílios que seriam garantidos apenas aos militares, como “auxílio-moradia, fardamento, licenças-prêmio, traslado e transporte”.

Os policiais também pedem a remuneração de hora extra na forma de “serviço voluntário”. De acordo com o sindicato, os policiais civis lotados no plantão estão cumprindo escala semanal de 48 horas, “sem direito à compensação ou recebimento de adicional noturno ou de horas extras”.

Enquanto o imbróglio não se resolve, a população daqui da cidade, como de resto do DF, vai amargando o clima do ‘salve-se quem puder’. Se com horário limitado a situação já era de sufoco, imagine agora com a nova decisão da categoria. (Com informções do portal  G1)

PUBLICIDADE

rp_Laguna-2-1.jpg

Be the first to comment

Leave a Reply

Seu e-mail não será publicado.


*