POLÍTICA/DF – Zé Orlando: “Vamos colocar alguém com tradição no Guará na câmara”

Por Álvaro Pereira – De volta ao cenário político do Guará, José Orlando Carvalho, filiado ao PTB, aos 71 anos, é uma das lideranças locais mais respeitáveis. É morador da cidade desde 1982 e por duas vezes comandou a administração regional.
Sua preocupação por uma representação político-administrativa autêntica para a cidade o levou a sair dos bastidores, sempre atuante no desempenho de campanhas majoritárias, para uma atuação mais presente na cidade, após dois anos de recolhimento forçado devido à morte do pai, em novembro de 2014, e a perda de dois irmãos num espaço de um mês, em 2015.
Zé Orlando, como é mais conhecido, pretende, em 2017, trabalhar em prol de uma candidatura que tenha vínculo e identidade com a cidade. Esse trabalho, que considera um desafio, está pavimentado pelo prestígio que granjeou ao longo dos anos, pois hoje é muito procurado por quase todos os caciques da política local, sejam de situação ou de oposição.
Esse status quo, passado o tempo de recesso forçado pelas mortes de familiares, o levou a se considerar pronto para o retorno às atividades políticas, que, segundo ele, está no sangue.
Zé Orlando deu uma pausa nas suas andanças e compromissos, para conceder entrevista exclusiva na redação do Jornal GuaráHOJE/Cidades, quando, entre outros assuntos, analisou a sua volta à política. Partiu da premissa que hoje é importante arregimentar nomes e deles extrair alguém que realmente represente os anseios da comunidade guaraense. “Minha meta é tentar eleger e ajudar um candidato com raízes na cidade para galgar uma cadeira na Câmara Legislativa em 2018”, define.

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Porém reconhece que a tarefa não será das mais fáceis. “Nós dispomos atualmente de nomes como de Rodrigo Delmasso (PTN), que, embora tenha tido um desempenho muito bom para o Guará, não tem raízes fincadas aqui”.
Alinha entre suas metas, o desejo de ver uma mulher na Câmara Legislativa. ”Houve a Lúcia Carvalho (PT) como a primeira representante feminina na CLDF como moradora da cidade, mas não posso avaliar como foi o trabalho dela na cidade, pois na época era chefe de gabinete de outro deputado e não tive nenhum contato com ela.
Mas diz que há nomes que poderiam representar a cidade. Entre eles, na sua lista, consta a de Maria Nazaré, diretora da Regional de Ensino do Guará. Citou também o da médica Ana Raulino, ex-diretora da Regional de Saúde local.
Entre os nomes masculinos, aponta para o diretor atual da Regional de Ensino, Afrânio Barros, a quem se identifica e o qualifica por sua atuação e posicionamento político. Outro nome de destaque, para ele, é o de Leonardo Ucini, jovem advogado, e que foi reeleito recentemente para o mandato de conselheiro tutelar no Guará. “São lideranças autênticas que podem contribuir muito para a atividade política não só para a cidade, mas também de grande valia para o DF”, avalia.

Renovação
Zé Orlando, que comandou a administração regional em 1994 e 2001, prega a renovação na política da cidade. Acredita que na próxima legislatura haverá uma mudança significativa na lista de eleitos em 2018 à CLDF, que será, segundo ele, da ordem de 60 a 80%.
Diz que o trabalho hoje vem sendo tocado por um grupo de cerca de 500 pessoas. “O nosso objetivo é eleger alguém comprometido e sintonizado com a cidade. Esse número tende a crescer e o maior desafio, em minha opinião, é na escolha de um nome de consenso, que represente as aspirações das lideranças e da comunidade”, analisa.
Sobre o empecilho gerado pela crise política tanto em nível nacional como a local, Zé Orlando foi sucinto. “A percepção que se extrai do momento político é de fundamental importância que a operação Lava Jato continue até o fim”.
Considera o ex-secretário de Saúde do Governo Roriz, Jofran Frejat, derrotado nas eleições passadas para o governo do DF, um nome em que joga suas fichas para o próximo pleito. ”Todas as enquetes realizadas recentemente o apontam para o primeiro lugar para 2018. É um homem íntegro e competente, apesar de ter perdido as eleições”, revela.
Em sua avaliação, Zé Orlando diz que um dos desafios a ter pela frente é a falta de tradição no Guará de se votar em nomes locais.

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