Presidente do PT/Guará acredita na reversão do impeachment de Dilma

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Defensor incontestável da presidente Dilma Rousseff, o presidente do PT/Guará, Wagner Sampaio, cujo histórico é de longas acirradas brigas nas redes sociais, não abre mão dos ideais do partido. Para ele, Dilma não é esse monstro que pintam e que ela deveria continuar no poder. A não ser pelas pedaladas fiscais que a presidente cometeu, mas que muitos praticaram nem por isso se viram na situação como a dela, ou seja, ter sido afastada do governo.

Segundo Sampaio, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) não poderia ter assumido o poder. A prova disso, no entendimento de Wagener, teria sido a queda de dois de seus ministros, acusados de corrupção, entre eles o ministro Romero Jucá (PMDB), que se licenciou do cargo de senador por Roraima para assumir o posto no Planejamento.

Na semana passada, a convite do Guará Hoje/Cidades, o dirigente petista esteve na Redação para falar sobre o afastamento da Presidenta Dilma. Veja a seguir a entrevista:

GUARÁ HOJE/CIDADE— O que o Sr. acha do afastamento da presidenta Dilma. No que erraram ela e o partido?

Wagner Sampaio – Na verdade, a Dilma não chegou nem a começar o segundo mandato. É bom que se diga que quando terminaram as eleições, o PSDB e o derrotado Aécio Neves entraram na Justiça com um conjunto de medidas do Congresso e ela não conseguiu iniciar seu governo. Em 2015, se recordarmos, foi bastante conturbado. Muitos problemas na Câmara, no Senado. Enfim, com o agravamento da crise internacional, tudo isso acabou favorecendo para a impopularidade e o desgaste da presidenta. Além disso, os políticos envolvidos na operação Lava-Jato queriam que a Dilma intervisse, para livrá-los do escândalo, porém, ela nunca o fez. A verdade, é que o PT já fez sua autocrítica. Realmente, a política econômica precisava ter um eixo diferente na forma como estava sendo conduzida. Então, até entendo que, nós do partido, queríamos uma mudança de rumo, o que não foi possível em função da própria crise internacional.

frase Wagner

Hoje/Cidade – Muitos dizem que foi a “pedalada fiscal” a causa maior de seu afastamento. O Sr. concorda com isso? Explique para as pessoas para que possam entender…

A pedalada fiscal são recursos que o Tesouro tem que pagar, e que foram pagos pelos bancos públicos. O que deveria ser devolvido a esses bancos em sete ou dez dias, acabou demorando 30 a 45 dias, e devolveu aos bancos o que foi utilizado para pagamento do Bolsa-Família e para o Programa Crédito Agrícola. Os bancos apenas pagaram, pois tinham dinheiro em caixa e o Tesouro repassou esse dinheiro aos bancos, Caixa Econômica e Banco do Brasil. Era apenas uma operação de crédito. A Dilma não pegou dinheiro, não houve favorecimento, ela não ficou rica. Isso ocorre com todos os governadores. Inclusive com o Rollemberg no DF. O que a gente questiona é que o Fernando Henrique (ex-presidente) fez isso, o Lula também fez isso e 19 governadores também fizeram, mas a OAB e o PSDB, infelizmente, miraram na Dilma.

GuaráHOJE/Cidade – Então foi isso que a afastou do cargo?

Sim. Por impopularidade política. Então, a briga na Câmara acabou levando-a a esse enfraquecimento político e eles se aproveitaram disso. Como pedalada fiscal não é crime, daí concluímos que se tratou foi de golpe, golpe institucionalizado.

Hoje/Cidades – O Sr. Acredita na volta de Dilma ao poder?

A imagem do Brasil lá fora está muito desgastada. Este ano temos Olimpíadas e que certamente irá incrementar a nossa economia. Então, tudo isso favorece para que do Exterior venham críticas e esse governo interino e todos aqueles que pediram o impeachment da Dilma são pessoas envolvidas em casos de corrupção, mas a Dilma não está. E muitos que votaram pela admissibilidade do afastamento hoje acreditam que não houve motivos para que ela fosse afastada. O fato de ter ministros indicados pelo presidente interino Michel Temer estarem envolvidos na Lava-Jato, entre eles o ministro do Planejamento, senador Romero Jucá, é uma forma de dar uma fachada de que as coisas estavam bem, a situação era normal, uma cortina de legalidade. Mas os fatos comprovaram. Este e mais um outro já deixaram o governo.

GuaráHOJE/Cidades – Por que, na sua opinião, atacam tanto o ex-presidente Lula?

Lula sofre uma perseguição política e não é de hoje. Desde que tirou muitos brasileiros da pobreza, atraiu o ódio dos adversários. Temem, pois se ele retornar à política e se candidatar sabem que ele pode se eleger. Ele é o grande favorito para as eleições de 2018.

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