Procuradoria Geral da República promove debate sobre legalização da jogatina no Brasil

Sob o ponto de vista da Economia, não, garante o especialista em gestão pública e economista Ricardo Gazel. A proposta, segundo ele, está sendo vendida ao governo como uma espécie de salvação da pátria para fechar as contas públicas. Mas o anúncio de que os jogos vão trazer R$ 15 bi de impostos não passa de uma falácia e nada disso está sendo discutido com a sociedade. “Serão, no máximo R$ 3 bi”, diz Gazel. O procurador da República Peterson Pereira também mostra que os números reais são outro e lembra que o imposto a ser recolhido pelo jogo é o que vai deixar de entrar em outras atividades do comércio e indústria. Além disso, não existe estrutura para fiscalizar, o que fará aumentar a lavagem de dinheiro e outros crimes.

Peterson e Gazel vão debater essas questões nesta quinta, no Ciclo de Palestras “Legalizar a jogatina é solução para o país?”.  O evento é apoiado pela Procuradoria Geral da República (PGR), Ministério Público Federal e Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (ANFIP). Além de não ser solução para o caixa, e sim problema para a administração pública, a jogatina também trará um peso extra para a saúde, de acordo com a psicóloga Suely Guimarães. Doutora em saúde pela Universidade de Kansas e ex-pesquisadora da UnB, ela vai participar do debate para analisar essas questões sob a ótica das ciências comportamentais e da saúde.

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